Archive for November, 2009

Pilates: tratamento na terapia ocupacional

November 6th, 2009

Pilates: tratamento na terapia ocupacional

No pilates, a terapia ocupacional trabalha a reabilitação em si. Os equipamentos são adaptados para as necessidades de cada individuo e mesmo cadeirantes podem e devem praticar o método.

“O paciente com AVC, por exemplo, precisa ter um ganho de equilíbrio de tronco, fortalecer o abdômen. Com as adaptações o Pilates se mostra um execelente método para esses casos”, afirma a terapeuta ocupacional Lívia Alice Ramalho.

Outra vantagem do método é a adaptação dos equipamentos para que o paciente treine movimentos que ele precisa fazer no seu dia a dia, como levar o copo ou a colher à boca. Assim, o terapeuta ocupacional trabalha o pilates como uma simulação. “Simulamos os movimentos do cotidiano dele nos aparelhos, criando atividades funcionais. Se o paciente trabalha em uma empresa, passa o dia todo em frente ao computador, vamos simular esses movimentos de uso do mouse e teclado, com o posicionamento correto e voltado para suas necessidades”, ressalta Dra. Lívia.

Esse é um campo que começa a ser desbravado pelos terapeutas ocupacionais e os profissionais podem aproveitar esse momento para acrescentar um diferencial em seus tratamentos.

A fisioterapeuta Patrícia de Mello Lima, especialista em pilates clínico, ressalta que o fato de o pilates estar na moda faz as pessoas procurarem o método. “Mas quando passar a moda, só os bons profissionais permanecerão. Então cabe ao profissional da saúde desmistificar o marketing e oferecer um tratamento científico”.

A fisioterapeuta Emília de Almeida Lima acrescenta que é importante procurar cursos ministrados por professores credenciados, com currículo diferenciado, com exeperiência e que a formação seja dada com muito embasamento teórico e prático nos aparelhos e acessórios. “A proliferação de profissionais formados em cursos pouco confiáveis pode levar o método à banalização.”

O Crefito do estado de São Paulo editou a resolução nº 28, de 29 de janeiro de 2009, com a finalidade de regulamentar a prática do método pilates por fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. De acordo com a Resolução, o método pilates, quando utilizado como um tratamento cinesioterapêutico funcional, mesmo que preventivo, somente poderá ser exercido por profissional fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional inscrito no conselho.

Fonte: Revista Crefito-SP, ano 6, edição 2.

Pilates: benefícios para a gestante e para o bebê

November 4th, 2009

Pilates: benefícios para a gestante e para o bebê

Especialista em Pilates para gestantes, a instrutora Ludmila Pedroso, em São Paulo, explica que os movimentos exigidos pela prática ajudam a:

- Evitar as famosas dores nas costas, melhorando a postura

- Aliviar dores e inchaços nas pernas e a fortalecê-las para que aguentem mais peso e liberem a sobrecarga na coluna

- Trabalhar os braços, importantes para cuidar do bebê, que vai ficar cada vez mais pesadinho

- Evitar a incontinência urinária por meio do trabalho do períneo

- Auxiliar a contração abdominal (o que facilita o trabalho de parto mais tarde)

- Estabilizar as articulações contra possíveis lesões

- Trabalhar a respiração, que auxilia no relaxamento do corpo entre uma contração e outra

O bebê também é beneficiado quando a mãe pratica Pilates:

- Recebe endorfina, o hormônio do relaxamento, através da placenta, o que contribui para o bem-estar dele;

- Tem um crescimento adequado dentro do útero, já que a gestante controla melhor seu peso;

- Sente a tranquilidade da mamãe, que deve estar mais disposta e com a autoestima lá em cima!

Precaução: Não é aconselhável praticar Pilates (ou ioga) sozinha. “Especialmente da metade da gravidez para a frente, a grávida só deve praticar exercícios acompanhada de um profissional”, frisa Alexandre Pupo. “É que, com o crescimento do útero, o centro de gravidade do corpo da mulher se desloca para a frente e seu eixo de equilíbrio fica alterado. Se ela não estiver acompanhada, pode correr mais riscos de cair”, avisa o médico.

autor: Thays Prado
fonte: http://bebe.abril.com.br