Archive for May, 2010

O Pilates, por natureza, é parte do meio ambiente!

May 31st, 2010

O Pilates, por natureza, é parte do meio ambiente!

O Pilates, por natureza, é parte do meio ambiente. É do ar retirado da natureza que surge a fonte para a execução dos princípios do método. Devemos compreender a importância de respeitar o meio ambiente, pois é somente através da união harmoniosa entre a natureza e corpo humano, que se torna possível a prática do Pilates. Com esta semana mundial do meio ambiente, o espaço para reflexão é formado para que o Pilates continue sendo praticado segundo os ensinamentos de Joseph, tendo consciência da importância do meio ambiente e do que ele nos oferece. Onde não há natureza, não há Pilates!

Dores nos pés e o Pilates

May 28th, 2010

Dores nos pés e o Pilates

Existem vários fatores que podem ocasionar dores na sola do pé. Desde um sapato desconfortável, apertado ou de solado muito duro, até problemas do nervo ciático, falta de alinhamento, joanete, proeminência da região dos metatarsos, neurôma de Morton*, metatarsalgia, etc.

Muitas dessas dores podem ser aliviadas pelo simples uso de palmilhas e uso de calçado mais confortável, porém existem aquelas dores que parecem não existir nada para aliviar. São as relacionadas a posturas pobres, falta de alinhamento das pernas e inflamação do nervo ciático. Muitas dores surgem pela má distribuição do peso sobre a sola, e pelo acúmulo de tensões em certos pontos do pé, ocasionando pinçamento de nervos.

A reflexologia e a terapia craniosacral vão trazer alívio e ajudar na liberação desses pontos tensos. Até uma massagem podal poderá minimizar a dor, porém muito cuidado ao receber massagens quando o pé estiver em estado agudo de dor. Isso poderá ocasionar um inchaço e aumento de dor, agravando a inflamação. Nesses casos eu costumo aconselhar a aplicação de compressa de gelo por 12 minutos.

Eu fui técnica de ginástica olímpica e costumava saltar descalça em chão duro e gelado, foi nessa época que surgiu essa inflamação entre os metatarsos (metatarsalgia), a ponto deu ter que engessar o pé, pois não aguentava de dor (ao massagear ele virou uma bola de tão inchado e inflamado). Após anos de melhoras e reincidências, aprendi que:

- Devo evitar caminhar descalça em pisos gelados e duros;
- Sapato de salto alto é meu maior inimigo;
- Palmilhas de gel são sempre bem vindas
- Se eu quiser correr devo começar gradualmente para o meu pé acostumar, e evitar pisos duros, de preferência utilizar a grama ou terra batida;
- Quanto mais macio o solado do calçado, mais vou poder andar;
- Quando meu pé está cansado devo massagear o arco do pé com um rolo, garrafa, bola ou qualquer outra coisa cilíndrica para tirar esta tensão, desde a borda do calcanhar até a borda dos metatarsos;
- Se inflamar devo evitar caminhar e fazer compressas de gelo até que o estágio de dor aguda passe;
- Se acontecer deu abusar, por precisar usar um salto alto para uma festa ou caminhar demais, antes de deixar o pé inflamar eu já faço a aplicação da terapia craniosacral para que a tensão acumulada seja minimizada e a dor não volte.

Caso o seu problema seja relacionado a problemas de Postura e falta de alinhamento, o Pilates poderá auxiliar no realinhamento da coluna e extremidade inferior. É importante que seja trabalhado também a sua forma de pisar e caminhar, para que haja uma melhor distribuição do peso do corpo sobre os pés. O fortalecimento do tronco e melhora de flexibilidade, assim como o aumento de mobilidade de coluna poderão ser fatores decisivos na cura da dor do seu pé.

*Neurôma de Morton é, numa explicação mais simplificada, o pinçamento do nervo perto dos dedos (3a para 4a falange). A cirurgia pode ser uma forma de tratamento (neurectomia), porém, como eu penso que cirurgia deve ser sempre a última alternativa, acredito que você deveria tentar o tratamento através da terapia Craniosacral. Eu já obtive muitos casos de sucesso através da aplicação dessa terapia em diversas dores plantares.

Autora: Tatiana Matsuo
Fonte: CTC Tati Pilates

Novas informações no site Negócio Pilates, confira!

May 26th, 2010

Novas informações no site Negócio Pilates, confira!

Abrir um estúdio de pilates requer os mesmos cuidados que abrir qualquer outro negócio. Desde o registro legal até a decoração, tudo deve ser elaborado com atenção, bom senso e ajuda profissional.

Nem sempre quem quer montar um estúdio de Pilates entende de tais questões. Muito pelo contrário, a maioria dos empreendedores começa o processo do zero, pesquisando, pesquisando…

Esta semana o site Negócio Pilates vem atualizado com dois tipos de informações importantíssimas para quem está abrindo um estúdio:

- Os primeiros passos para registrar seu negócio dentro da lei e a importância de se consultar um contador.
- E a parte mais divertida:  dicas sobre como utilizar as cores para causar impressões positivas e interagir com as sensações de seus alunos.

Por exemplo, para encurtar um ambiente aplique cores mais escuras nas paredes menores. Essa técnica é recomendada para espaços muito compridos e/ou retangulares.

Da mesma maneira, a cor intervem na nossa impressão térmica e em algumas sensações de natureza subjetiva, como tranquilidade, energia, frescor, etc.

Para acessar dicas sobre registro legal: www.negociopilates.com.br/aspectos.php

Para acessar dicas de decoração: www.negociopilates.com.br/estudio.php

Acesse o site e confira este material que acaba de entrar para a lista de informações preciosas para montar seu próprio estúdio!

Pilates: Trabalhando com Esclerose Múltipla no Reformer

May 24th, 2010

Pilates: Trabalhando com Esclerose Múltipla no Reformer

Quem tem ou já teve envolvimento com o Pilates sabe muito bem que o reformer é uma excelente ferramenta para trabalhar com a força, flexibilidade do controle motor e equilíbrio. Por estas razões, o reformer é também uma ferramenta extremamente útil para o trabalho com pessoas com esclerose múltipla. Eu tenho trabalhado com uma grande variedade de pacientes com esclerose múltipla nos últimos 23 anos, conta Mary Kay Foley* (fisioterapeuta e instrutora de Pilates). Em associação com o Centro Heuga para a Esclerose Múltipla (cuja missão é capacitar os pacientes com esclerose múltipla; seu lema é: “Can Do/Pode Fazer”). Alguns pacientes apresentam sintomas leves, teve uma pessoa que nunca iria adivinhar que têm a doença, enquanto outros podem ser bastante debilitados. Para quem possui esclerose múltipla, o reformer pode ser precioso para os trabalhos sobre as alterações funcionais nas áreas onde o controle motor ou função do músculo é comprometido.
Embora o exercício de Pilates não vá mudar o processo da doença, ele pode ajudar as pessoas a manter a força e coordenação mais do que seria possível sem o auxílio do método. Há, entretanto, considerações especiais que um instrutor de Pilates deve estar ciente de quando se trabalha com alguém com esclerose múltipla.

Evitar o excesso de calor (aquecimento)
Sensibilidade ao calor é comum com a esclerose múltipla. Para ser um exercício tranquilo, ele deve ser realizado em uma sala com ar-condicionado no verão, ou um ambiente que não está superaquecida no inverno. Beber água fria também pode ajudar, mas algumas pessoas com esclerose múltipla podem ter incontinência urinária, portanto tome cuidado! Se o cliente se sente como se seus sintomas estão piorando, eles deverem parar de se exercitar até que os sintomas diminuam.

Segurança
Segurança é uma questão fundamental no trabalho com pessoas com esclerose múltipla. Bloquear o carrinho, ou colocar todas as fontes, enquanto o paciente está passando, vai oferecer a um portador de esclerose múltipla a base mais estável para mover-se. Certifique-se de que seu cliente terá sempre onde se apoiar, evitando quedas e outros problemas.

Trabalhando com espasticidade
A espasticidade é um sintoma freqüente da esclerose múltipla que aparece em até 75 por cento dos pacientes. A espasticidade é um aumento involuntário do tônus muscular, causada pela desmielinização em partes do sistema nervoso central.
Pode-se a primeira instância ser pensado que isso é um fator posivito, mas de fato não o é. Se alguém tiver fraqueza severa, a espasticidade pode ajudar a dar-lhes força e mais resistência. Mas o lado ruim é que a espasticidade pode tornar as pernas presas e mais pesadas. Pode ser difícil manter os dedos apontados, e os joelhos e quadris em linha reta. No exercício, deve-se trabalhar com posições que sejam contra os efeitos da espasticidade, ou seja, não ter os joelhos, quadris e os dedos apontados todos ao mesmo tempo. Isto nos permite trabalhar em verdadeira força funcional.

Mantenha-se informado
É provável que uma pessoa levemente afetada por esclerose múltipla iria procurar Pilates em um ambiente de estúdio (estas seriam as pessoas que você não saberia, olhando para eles que tem esclerose múltipla). Os pacientes que são mais severamente afetados seriam mais prováveis que procurem o Pilates como um complemento para o trabalho com seu personal trainer, e que normalmente têm uma reabilitação profissional que poderiam ou prestar o serviço ou agir como um auxílio junto ao instrutor de Pilates.
Ao ganhar uma melhor compreensão dos processos da doença e as implicações causadas ao paciente, instrutores de Pilates podem oferecer programas mais eficazes para uma ampla variedade de público. Com algumas modificações simples, o reformer pode beneficiar muito as pessoas com esclerose múltipla.

*Autora: Mary Kay Foley
Tradução: Eduardo Silva
Fonte: pilates-pro.com

Rita Elmôr recorre ao Pilates para manter a boa forma

May 21st, 2010

Rita Elmôr recorre ao Pilates para manter a boa forma

Mesmo com uma rotina de trabalho agitada não dispensa exercícios físicos. A atriz Rita Elmôr, que se divide entre as gravações de “Separação?!” e o cuidado com a casa e o filho, sempre arranja alguns instantes para cuidar do corpo. “O exercício é fundamental em minha vida. Se o tempo está corrido, acordo mais cedo para malhar”, conta a intérprete da bipolar Anete, no seriado da Globo.

Apesar do gosto pelas atividades físicas, há tempos ela já estava em busca de um exercício menos monótono que a musculação. “Acho muito chato fazer musculação. Estava procurando um exercício mais prazeroso”, explica Rita, que viu no pilates a solução para suas necessidades. Como é um método de exercício que trabalha alongamento e respiração, Rita se identificou de primeira com pilates e não largou mais. Tanto que, há um ano, ela o pratica três vezes por semana.

“É um ambiente diferente. Tem uma música mais baixa e poucas pessoas. Saio da aula me sentindo meio zen”, ressalta. Mas o pilates não é o único exercício que Rita se dedica. Para manter a boa forma ela também faz balé e musculação duas vezes na semana. “O pilates é um complemento. Como são movimentos circulares, trabalha uma musculatura que não é exercitada na musculação”, explica a professora da atriz, a fisioterapeuta especializada em pilates Karina Saade Godleski.

Rita é avessa a rotina e vê no pilates mais que um simples exercício físico. Por conta das variações de aparelhos e movimentos, o método funciona também como um relaxamento. Com duração de uma hora, a aula começa com alongamento, que pode ser realizado no chão ou nos equipamentos. Depois, os exercícios, que podem ser com bolas ou pequenos halteres. “Uma aula nunca é igual a outra. Isso ajuda a gostar ainda mais”, enfatiza ela, que depois de muito suor e força se sente recompensada com uma sessão de massagem da fisioterapeuta.

“Às vezes, quando estou estressada, venho para a aula só por causa da massagem”, admite, com um sorriso no rosto. Além de agradar, diversificar o treino contribui também para definir os músculos de Rita. Como cada movimento trabalha várias partes do corpo simultaneamente, os movimentos diferentes dão um estímulo a mais para a musculatura. “Gosto de ficar com o braço forte e deixar a perna definida e alongada”, destaca. E o ganho não é só na aparência. Alguns dos exercícios de Rita favorecem a saúde.

“Além de trabalhar força e alongamento, as posturas invertidas são boas para a circulação”, pondera Karina. Com uma genética privilegiada, Rita nunca teve problemas com a balança. Ela inclusive se define como “boa de garfo”. “Gosto de comer, mas como estou sempre me exercitando não sinto culpa. A única coisa que evito é o arroz branco”, ressalva.

Exibir uma boa forma não era a única intenção de Rita quando decidiu acrescentar o pilates como mais um exercício a sua rotina. Com 1,70 metros e 58 quilos, melhorar a postura também é um ponto que chama a atenção da atriz no exercício. “Antes, eu tinha os ombros mais fechados. Depois que comecei a fazer pilates a minha postura está bem melhor”, analisa.

Autora: Natalia Palmeira
Fonte: www.celebridades.uol.com.br

Pilates: benefício x custo

May 19th, 2010

Pilates: benefício x custo

Muitas pessoas acabam adiando a decisão de fazer aula de pilates ou mesmo desistindo quando se deparam com os preços. O pilates traz benefícios incomparáveis à saúde, mas por que será que essas aulas são mais caras que as de ginástica comum?

O valor cobrado pelas aulas de Pilates está associado ao alto nível da formação dos profissionais, ao custo de investimento inicial equipamentos e ao pequeno número de alunos por aula.

Dependendo da região do país, a mensalidade cobrada para duas aulas por semana, pode variar de R$200,00 até R$550,00. Um fator importante que deve ser levado em conta é o atendimento personalizado característico do método. As aulas de Pilates, quando não são individuais, são dadas para duas ou três pessoas, no máximo. Ao contrário das aulas de ginásticas em academia, que chegam a somar 20 ou mais pessoas numa mesma sala. O Pilates é baseado na atenção e consciência corporal. O olhar do professor deve estar sempre atento a cada movimento do aluno, como um personal trainer.

É importante ressaltar que o custo vale pelo tamanho do benefício. O Pilates conquistou o mundo pelo rápido resultado apresentado com uma rotina de treino. Resultados estes que previnem e tratam problemas de saúde como dores na coluna, ansiedade e tensões musculares decorrentes do stress. Sendo assim, se pensarmos que um mês inteiro de aulas de Pilates pode custar quase o mesmo do que uma sessão apenas de fisioterapia ou psicoterapia, fica até barato.

Fonte: Perfil Pilates

A flexibilidade e o Pilates

May 17th, 2010

A flexibilidade e o Pilates

Fiz ginástica olímpica antes do Pilates, mas digamos que depois que comecei a fazer Pilates a minha flexibilidade aumentou consideravelmente!

Você deve estar pensando:

“mas eu sou duro (a) como uma tábua, nada vai conseguir me ajudar!”

Olha, depois de anos de experiência trabalhando com flexibilidade, não só no Pilates, mas também com o treinamento da Ginástica Olímpica, eu pude perceber que, por mais “duro” que uma pessoa seja sempre dá para melhorar… basta um pouco de persistência e consistência. A Flexibilidade assim como a Força, quando você fica muito tempo sem praticar, vai fatalmente diminuindo.

Dai já vem à próxima pergunta:

“Mas para quê preciso melhorar a minha flexibilidade?”

Essa é uma pergunta muito importante, existem vários motivos para você começar a se preocupar com a flexibilidade:

Com a perda da flexibilidade, atividades cotidianas como colocar uma meia ou calçar um sapato podem começar a ficar desconfortáveis.
Numa queda, uma pessoa flexível terá menor probabilidade de se machucar, evitando o rompimento de tendões, músculos e/ou ligamentos, ou mesmo distensões musculares.
Um atleta, por exemplo, com uma maior amplitude de movimento poderá executar melhor o seu esporte, também diminuindo as suas chances de lesões.
Uma boa flexibilidade facilita e torna a atividade sexual mais confortável e prazerosa.
O encurtamento dos músculos pode levar a limitações articulares e alterações ósseas irreversíveis em longo prazo.
Se o seu pensamento for: “Mas o trabalho de flexibilidade costuma ser tão doloroso!”

É porque você ainda não experimentou o Pilates. Quando você realiza os movimentos nos equipamentos, na maioria dos casos você vai perceber que vai estar sempre trabalhando, dentro do seu limite de conforto, mas no seu maior grau de amplitude. Isto é, vai executar um movimento dinâmico aonde, a cada repetição o corpo vai aceitando o movimento e vai melhorando o grau de flexibilidade.

Por que tem gente que alonga, alonga e alonga e nunca melhora a flexibilidade?

Eu quero que você entenda o seguinte: quando você alonga um músculo, imagine um elástico, quão mais longo mais fino ele fica não é? Pois bem, no músculo acontece à mesma coisa, o tecido relaxa e vai alongando… Só que, em pessoas mais encurtadas ou que já sofreram alguma lesão muscular, tendínea ou ligamentar, devido à dor ao tentar alongar, o corpo reage contra essa dor e se contrai. Agora pensa comigo: o ato da contração muscular faz com que o músculo encurte certo? Passando assim a ficar mais volumoso. Agora, se você continuar esticando esse músculo que está cada vez mais contraído e encurtado, o que será que vai acontecer? Provavelmente você causará micro rupturas ou micro lesões nas fibras musculares, ocasionando aquela dorzinha no dia seguinte. Poderá até provocar uma distensão muscular. Se o músculo estiver machucado e você tentar alongar no dia seguinte, vai perceber que seu alongamento terá diminuído e não melhorado!

E o que fazer então?

Fácil, você tem que, primeiramente parar de forçar tanto até que as fibras do músculo cicatrizem. Depois vai usar a RESPIRAÇÃO para auxiliar no alongamento. Toda vez que você EXPIRAR vai tentar relaxar o seu corpo começando pelo topo da cabeça, pescoço, ombros e vai descendo até o músculo que está alongando. Neste momento, pense e tente sentir que, nem que seja apenas um milímetro o músculo irá relaxar e alongar, deixando as fibras mais soltas e relaxadas… é como se deixasse a ação da gravidade auxiliar no alongamento. Quanto mais você pensar em soltar o corpo ao invés de fazer força, maior será o seu resultado!

Boa sorte!

Autora: Tatiana Matsuo
Fonte: CTC Tati Pilates

Cervicalgia e a intervenção do Pilates

May 14th, 2010

Cervicalgia e a intervenção do Pilates

A cervicalgia se refere a dor na região da coluna cervical. Normalmente, resulta de uma simples contratura muscular no pescoço, o conhecido torcicolo. Caso a dor permaneça por mais de uma semana, é importante dedicar mais atenção ao quadro.

Os sintomas se instalam de forma lenta: rigidez nos movimentos, alteração na mobilidade, postura alterada como forma de compensação da dor. Além de a dor se manifestar na região do pescoço, também pode se estender ao ombro e ao membro superior (cervicobraquialgia), além de poder apresentar alterações neurologicas como a modificação da sensibilidade, da força muscular, e nos reflexos em inserções musculares como a do punho, cotovelo e ombro terados. Normalmente se relaciona com a compressão da raiz nervosa da região cervical sub-axial. Recomenda-se atenção às dores com sinais neurológicos devido a possibilidade de infecções na coluna, compressões da medula espinhal, tumores, fraturas e outras patologias. Há casos também que se dão dificuldade na marcha, alterações na fala, dor de cabeça, zumbidos, náuseas, visão turva, febre, sudorese, cansaço e perda de peso. É importante frisar que a cervicalgia é um dos sintomas da meningite.

Causas comuns de cervicalgia:

-Desordem mecânica, fatores posturais e ergonômicos, obesidade, fraqueza abdominal e estresse -Osteoartrose, artrite reumatóide
-Traumas
-Fraturas
-Inflamações espondilite anquilosante
-Infecções (meningite, caxumba, etc)
- Espondilite Anquilosante
- Alterações da ATM (articulação têmporo-mandibular)
-Tumores
- Alterações musculares congênitas
- Estenose do Canal Vertebral
-Hérnia discal

É rara a indicação cirúrgica em casos de cervicalgia. Geralmente, ocorre quando há piora neurológica no decorrer do tratamento, disfunção da medula espinhal ou quando a cervicalgia se dá como consequência de alguma patologia que tenha indicação de cirurgia como as relacionadas aos discos intervertebrais, traumas ou instabilidade de ligamentos. São procedimentos delicados, por isso é impresindível que um medico competente e confiança seja consultado.
Ao recomendar um tratamento à cervicalgia é importante avaliar os fatores que desencadeia a dor, a duração dos sintomas e se há comprometimento neurológico.
Quando a cervicalgia é caracterizada como um torcicolo, recomenda-se relaxantes musculares, calor local e alongamento da região. Na cervicalgia crônica podem ser utilizadas medicações para dor crônica, associadas a um programa de reabilitação. Quando há bloqueio de movimentos, a fisioterapia convencional pode contribuir com terapias passivas que visam a analgesia, aumentando o fluxo sanguíneo e diminuindo o espasmo muscular.

A intervenção do PILATES é bastante efetiva tanto na estabilização da dor quanto na prevenção e orientação para evitar novas crises. Os exercícios baseados na respiração característica associada à contração e fortalecimento do CORE (grupos musculares da região central do corpo) promoverão a mobilização da região, além de equilíbrio muscular (flexibilidade e força) a fim de restabelecer o alinhamento postural e sobretudo da região cervical, estabilizando, fortalecendo e então protegendo toda a coluna vertebral. Os espaços intervertebrais também recebem atenção especial, serão restabelecidos ou mantidos preservando os espaços naturais dos nervos e gânglios, então participando da prevenção de lesões e novas crises.

Fonte: Flexus Pilates

Pilates, o campeão do futebol inglês

May 12th, 2010

Pilates, o campeão do futebol inglês

A Premiership, o campeonato inglês de futebol é uma das ligas profissionais de futebol mais disputadas do mundo. Jogadores de várias partes do mundo são recrutados para participar desta competição e levar suas respectivas equipes ao título inglês. Ser um time de destaque nesse clima tão competitivo não é nada simples.

O campeão da temporada 2009/10 é o Chelsea FC. Não é de se estranhar que o campeão inglês se beneficie do método Pilates.

Lynne Robinson, co-fundadora e diretora da Body Control Pilates Education e da Body Control Pilates Association, utiliza o método Pilates com a equipe do Chelsea Football Club desde fevereiro de 2009 onde realiza um trabalho de prevenção de lesões e reabilitação. Como resultado da utilização do método, o time teve melhor preparo em relação ao desgaste físico devido à maratona de jogos, menor frequência de jogadores no setor de reabilitação do time, entre outros fatores que auxiliaram a equipe a obter o título do campeonato.

Fonte: Body Control

Pilates: Devo fazer abdominais durante a gravidez?

May 10th, 2010

Pilates: Devo fazer abdominais durante a gravidez?

Uma dúvida bastante freqüente tanto para os profissionais quanto para as futuras mamães é a seguinte: devo fazer abdominais durante a gravidez?

Acredito que a resposta a questões como essa vem da observação das mudanças biomecânicas que ocorrem no corpo da mulher gestante. O aumento gradual do útero vai gerando um estiramento da musculatura abdominal com aumento da sobrecarga para a coluna e musculatura lombar.
Se a gestante permitir que esse volume vá deslocando seu centro para frente sem nenhuma resposta voluntária de ativação do centro, a conseqüência lógica será a maior causa de desconforto na Gestação: a lombalgia (dor lombar).

Desta forma, sim, é importante, tomar consciência e fortalecer (ou manter fortalecida) a região abdominal nesta fase. Entretanto, a principal ativação abdominal que deve ser estimulada nesse momento é a do músculo transverso do abdome.
O transverso age como uma cinta natural que centraliza o tronco na região abdominal protegendo a coluna vertebral.
Abdominais com flexão torácica como os clássicos feitos em academia (reto abdominal e oblíquo) não têm muita função nesta fase, inclusive por acentuarem a diástase (abertura entre as duas faixas do reto abdominal) e incrementarem a cifose torácica, que já tende a estar acentuada nessa fase pelo aumento do peso das mamas e como compensação da projeção anterior do ventre e lombar.
Além disso, a pressão exercida no abdome tende a pressionar também o assoalho pélvico que já se encontra bastante sobrecarregada pelo peso do útero.
É importante sempre associar o fortalecimento do abdome com a conscientização do assoalho pélvico que precisa aprender a dupla função de ser tônico (sustentação) e relaxado (passagem).
Sugestões de trabalho:

1 – Sentada em uma cadeira bem apoiada sobre seus ísquios, pés bem apoiados no solo, inspire suavemente pelo nariz e, enquanto expira longamente pela boca, pense em elevar seu assoalho pélvico (ativação do músculo elevador do ânus) dentro da bacia e, pouco a pouco, mantendo ombros bem relaxados e peito espaçoso, vá sugando seu centro como se tivesse um cinto de umbigos (e não apenas um) ao redor de todo o tronco que se ajusta afinando seu centro. Pense que é como um abraço de abdome que você dá no neném. Quando terminar o ar, relaxe o abdome e o assoalho pélvico completamente.

2 – Sentada sobre uma bola, cadeira ou no solo, inspire suavemente pelo nariz e, enquanto expira longamente pela boca pense em elevar seu assoalho pélvico e rolar sua coluna com se fosse começar a deitar para trás apoiando primeiro o sacro e lombar. Apenas o início do movimento. O mesmo gesto que faz o cachorrinho quando está assustado colocando o rabinho no meio das pernas. Esse movimento fortalecerá seu abdome e alongará sua musculatura lombar. Lembre-se de sugar a cinta de umbigos enquanto rola a lombar. Quando acabar a expiração retorne a posição inicial sentada sobre seus ísquios e relaxe completamente seu assoalho pélvico.

Autora: Silvia Gomes

Fonte: Clinica AMAI