Archive for the ‘Saúde e Bem-estar’ category

Matwork… é possível praticar Pilates em casa? Parte 1

May 2nd, 2012

Qualquer pessoa pode fazer Pilates! Existem exercícios simples que podem ser realizados em casa. A prática do Pilates respeita o grau de condicionamento físico do aluno e, por isso, é possível realizar variações nos exercícios que podem adequar-se para o iniciante, intermediário e avançado.
O Pilates não tem contra-indicações! No entanto, durante a execução do exercício consideramos algumas limitações, como por exemplo, caso o praticante esteja com alguma dor, problema de coluna e até mesmo no caso de gravidez. Em todas essas situações, o praticante deverá ser liberado com atestado médico e orientado por um profissional do método.
Confira entre hoje e amanhã a série com as dicas que a Instrutora Rafaela Porto elaborou para se realizar em casa. Escolha um local arejado, prefira roupas confortáveis e pratique descalço sobre um colchonete.


Fonte Imagem: W Run

Preparação para nado de peito

OBJETIVO: Enquanto o praticante estabiliza a lombar, pelve e pernas ele mobiliza o tronco, estendendo a coluna e garantindo o fortalecimento dos músculos paravertebrais (músculos das costas).
Posição inicial: Deitada com a barriga no chão deixe os braços ao lado da cabeça, como se estivesse formado a letra “W” com os braços, permaneça com o olhar para o chão e com as pernas alongadas e afastadas na distância do quadril.
Movimento: Inspire parado e expire elevando o tronco com os braços parados e apoiados no chão. Mantenha o olhar voltado para a ponta do colchonete a sua frente. Inspire parado com os abdominais contraídos evitando assim sobrecarga na região lombar e tensões desnecessárias. Expire descendo o tronco até a posição inicial novamente.
Execução: Complete de 5 a 8 repetições.


Fonte Imagem:Pilates Mastery

Ponte sobre os ombros

OBJETIVO: Manter o corpo alinhado e estabilizado enquanto uma perna faz o movimento do quadril e tornozelo, fortalecendo toda a cadeia posterior principalmente glúteo entre outros músculos extensores do quadril.
Posição inicial: Deitada com as costas no chão deixe os braços ao longo do corpo, pernas flexionadas e afastadas na distância do quadril e com os pés apoiados no chão. Eleve a pelve de modo que mantenha uma diagonal longa entre ombros, coluna, pelve e joelhos, como se seu corpo fosse uma rampa.
Movimento: Inspire e eleve uma das pernas, deixando-a estendida com a ponta do pé voltada para o teto. Expire e desça a perna três vezes até uma diagonal de 45º. Deixe o calcanhar apontado para o solo nesse momento.
Execução: Complete 3 movimentos com cada perna e desça o quadril para iniciar novamente, essa seria uma repetição. Complete o exercício de 3 a 5 vezes.

BOAS AULAS!!!

Os exercícios e a reciclagem do corpo

April 30th, 2012

Uma nova teoria desvenda de que maneira a atividade física transforma potenciais ameaças à nossa saúde em benefícios, protegendo o organismo de uma série de doenças

As fábricas, ao produzirem suas mercadorias, inevitavelmente geram lixo. São restos de materiais, gases tóxicos, máquinas quebradas e por aí vai. Sem uma limpeza adequada, os dejetos se acumulam até o ponto em que atrapalham o dia a dia da indústria. Com o corpo acontece algo semelhante. As tarefas realizadas pelas células culminam em resíduos nocivos que, se não colocados na lixeira, comprometem seu trabalho e o de suas companheiras. Ainda bem que há um mecanismo responsável por nos livrar dessa sujeira e, assim, manter cada uma das pequenas unidades do organismo saudáveis. Mas, em vez de jogar fora as porcarias, essa estratégia natural, chamada de autofagia, reutiliza o entulho em prol do bom funcionamento celular.
 
A grande surpresa, revelada em uma pesquisa com camundongos da Universidade do Sudoeste do Texas, nos Estados Unidos, é que os exercícios promovem essa espécie de reciclagem. Mais do que isso, o estudo comprova que o fenômeno estimulado pela prática esportiva realmente faz um bem danado por, entre outras coisas, varrer para longe um dos males que mais crescem em incidência atualmente: o diabete.

“No tecido muscular, a autofagia facilita o aproveitamento de glicose nas células e, com isso, evita picos de açúcar no sangue que culminam no transtorno”, relata Congcong He, autora do levantamento. Esse processo também deixa as células do pâncreas livres de partículas prejudiciais e, logo, funcionando a pleno vapor para fornecer insulina, o hormônio que bota a glicose dentro da célula.
 
Por mais que Congcong He tenha concentrado seus esforços recentes no diabete, ela vê a autofagia como uma explicação plausível para o fato de a atividade física barrar o surgimento de outros problemas sérios, como um câncer. “Ela diminui o risco de mutações que desencadeiam tumores”, resume a cientista.
 
Uma das razões para isso — e que, aliás, esclarece o porquê de sessões na academia rejuvenescerem o corpo — é que um sistema eficiente de reciclagem no organismo baixa a concentração de radicais livres, moléculas capazes de lesar toda a célula, inclusive seu DNA. É que ele transforma mitocôndrias defeituosas em outras novinhas em folha, como já mostramos no infográfico das páginas anteriores. “Quando essas estruturas possuem falhas, produzem uma quantidade grande de radicais livres ao fornecerem energia”, ensina Rafael Herling Lambertucci, educador físico da Universidade Cruzeiro do Sul, na capital paulista.
 
Em algumas situações, no entanto, nem mesmo uma equipe de limpeza altamente preparada consegue livrar certas células de toda a sucata acumulada. Quando o caso é crítico assim, elas mesmas costumam se desligar em um complexo processo denominado apoptose. “É uma autofagia da célula inteira. E os exercícios aprimoram essa ação de defesa”, esclarece Marcelo Aisen, oncologista do Centro Paulista de Oncologia, em São Paulo. Resultado: menor probabilidade de um pedacinho problemático da gente escapar da coleta seletiva e, então, começar a causar estragos nas imediações que às vezes levam ao câncer.
 
Agora, se por um lado o elo estabelecido entre a malhação e a autofagia seja animador, alguns especialistas pedem um pouco de cautela. “Trata-se de uma descoberta novíssima e, por isso, há muito para estudar antes de compreendermos suas implicações à saúde de cada um”, pondera Jomar Souza, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte. “Mais do que isso, essa suposta consequência da prática esportiva não explica todas as vantagens proporcionadas por ela”, completa. Por exemplo: assim como abandonar o sedentarismo faz uma espécie de higienização das células cardíacas, deixando-as mais fortes e menos propensas a panes, essa atitude aumenta a fabricação de óxido nítrico, uma substância que dilata os vasos sanguíneos. Em outras palavras, levantar-se da cadeira e ir para a ginástica debela doenças cardiovasculares em no mínimo duas frentes.
 
E quanto seria necessário ralar para incrementar a nossa reciclagem interna? “Ainda não há uma definição de dose ideal, até porque isso deve variar de pessoa para pessoa. Mas o estudo sugere que a regularidade é peça-chave para que a autofagia seja realmente positiva”, avalia o fisiologista Orlando Laitano, da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina, Pernambuco. Suar com frequência pode até sujar a camiseta, mas limpa seu corpo de vários vilões do bem-estar.

globo.com

Foto: http://juizdeforaonline.files.wordpress.com

Osteoporose: a prevenção começa aos 20 anos

April 27th, 2012

A osteoporose, doença que enfraquece os ossos, não afeta apenas as mulheres idosas. Segundo o ortopedista Alberto Croci, mulheres entre 20 e 40 anos também podem sofrer desse mal, porque é justamente nessa fase que se inicia um lento processo de perda de massa óssea. O grande perigo da doença precoce está num fato simples: ela é “silenciosa”.
“A osteoporose não dá sinais, e isso dificulta o diagnóstico, o que pode resultar num tratamento tardio”, alerta Croci. Mulheres que já têm casos da doença na família devem ficar ainda mais atentas para não deixar de fazer o exame que detecta a doença, a densitometria óssea. Veja outras maneiras de se prevenir e comece o quanto antes!
Consuma a quantidade ideal de cálcio
Para adultos, recomenda-se 1.000 mg por dia, o equivalente a quatro copos de 250 ml de leite. Quem não é fã da bebida pode trocá-la por iogurte ou queijos (uma fatia grossa equivale a um copo de leite). Vegetais de cor verde-escura também têm cálcio. Além disso, a vitamina D ajuda a fixar o mineral no organismo. Por isso, coma com frequência peixe, fígado, cogumelo e gema de ovo.

Faça exames periódicos
Como a perda de massa óssea, em geral, não provoca sintomas, o diagnóstico da osteoporose é feito por meio da densitometria óssea, exame que as mulheres devem fazer a cada dois anos, após o início da menopausa. O ideal é fazer a primeira densitometria aos 20 anos e seguir as orientações do seu médico.

Pratique atividade física
As fraturas relacionadas à perda de massa óssea estão entre as principais causas de incapacidade permanente. Mas quem pratica uma atividade física pode reduzir esse risco, já que alguns exercícios
aumentam a massa óssea e muscular. As atividades mais recomendadas são:
· Exercícios aeróbicos: caminhar, dançar.
· Exercícios de resistência: pesos livres,máquinas com peso, faixas elásticas.
· Exercícios de equilíbrio: tai chi, yoga.
· Pedalar: bicicletas comuns ou ergométricas.
 
A dieta que fortalece os ossos
Se você não gosta de leite ou tem intolerância à lactose, há outras maneiras de suplementar o cálcio em sua alimentação.
Veja algumas opções saudáveis:
Coma mais peixe
Entre as espécies ricas em cálcio, a sardinha é a melhor opção: oferece metade da necessidade diária em apenas quatro unidades (100 g). O badejo tem metade do cálcio da sardinha, mas também é um dos peixes mais ricos na substância.
Lembre-se da soja!
Bebidas à base de soja fornecem 40 mg de cálcio por copo. Mesmo que você não goste muito do sabor, vale a pena tentar!
Faça um aperitivo
Consuma azeitona verde, também rica em cálcio, embora seja bem calórica (portanto, não exagere na dose).
Coloque feijão no prato
Uma concha e meia (160 g) de feijão rosinha oferece 10% do cálcio necessário (é a mesma quantidade do mineral encontrada em duas unidades de laranja-lima ou em uma colher e meia de requeijão).

Coma verduras e frutas

Entre as saladas, a de alfafa é a mais proveitosa, com mais de 500 mg de cálcio por 100 g do alimento. Acelga e agrião também são ótimas opções. Com relação às frutas, figo e ameixa são boas escolhas.

fonte:mdemulher

Foto: www.essaseoutras.com.br

Gargalhadas contra a dor

April 26th, 2012

Estudos que saíram do forno mostram que o ditado é velho, mas funciona como se fosse a última novidade da ciência: rir (ainda) é o melhor remédio.

Um estudo da Universidade de Oxford, na Inglaterra, atesta que a risada aumenta a tolerância à dor. Um primeiro grupo de voluntários assistiu a vídeos cômicos, enquanto outra metade dos participantes viu programas bem chatos. Após a sessão, os especialistas provocaram sensações dolorosas nas duas plateias. Aqueles que deram gargalhadas puderam suportar até 10% mais dor do que os clinicamente entediados.

“O humor é capaz de diminuir as dores devido à liberação de endorfina”, acredita Robin Dunbar, autor do experimento e diretor do Instituto de Antropologia Cognitiva e Evolutiva da Universidade de Oxford. A endorfina é um hormônio que gera euforia, atenuando o incômodo físico e o estresse psicológico. A pesquisa inglesa mostra ainda que existem risadas e risadas em relação à química do bem-estar. “O riso relaxado e social é o único que funciona. Já o polido, que soltamos por educação, não tem efeito nenhum”, sinaliza Dunbar.

A antropóloga Mirian Goldenberg, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, observa: “A risada é uma chave para a intimidade, contato físico e emocional”. Ou seja, rir nos aproxima. Mirian destaca a importância do humor para uma boa qualidade de vida. “Ele é um meio de comunicação, que provoca um verdadeiro prazer físico e mental.”

Especialistas da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, desvendaram outro elo, dessa vez entre as gargalhadas e o aumento do calibre dos vasos sanguíneos. Os voluntários tiveram que assistir a dois filmes, um violento e outro de comédia. Os cientistas perceberam que o fluxo de sangue crescia 22% nas risadas e diminuía 35% durante as cenas de tensão. Por isso, Michael Miller, autor da pesquisa e diretor do Centro de Cardiologia Preventiva da universidade americana, sugere uma dose diária de risadas. “Para obter o melhor efeito para o coração, devemos rir até chorar”, diz o especialista. A cardiologista Patrícia Oliveira, do Instituto do Coração de São Paulo, finaliza: “Quando os vasos ficam dilatados, a pressão cai e há uma diminuição de outros fatores por trás do risco de doenças cardiovasculares”. O peito vai bater de alegria.
 
Para rir à toa

Indicada para todas as idades, a risoterapia ganha cada vez mais adeptos como uma maneira de superar problemas e encarar o mundo sob uma nova perspectiva. “Nós nos baseamos na risada das crianças. Os pequenos riem com o corpo, e não por meio do intelecto”, conta Mari Tereza, uma das fundadoras do Clube da Gargalhada, em Belo Horizonte (MG), grupo pioneiro na América Latina. O riso é induzido por meio de exercícios respiratórios, sons, mímicas e, principalmente, contato olho a olho. Em três meses, o indivíduo já começa a sentir os resultados do bom humor.

fonte: saude.abril.com.br

Foto: papeltinteiroedesatinos.wordpress.com

Insônia: exercícios e dieta certa interferem na qualidade do sono

April 25th, 2012

Cada vez mais gente se queixa das noites em claro sem vontade própria

Dados de um estudo conduzido em São Paulo em 2007 revelam que até 35% dos paulistanos reclamam de insônia, problema que, não bastasse o sacrifício noturno, gera, durante o dia, irritabilidade, fadiga, perda de memória e concentração, sem contar que ainda predispõe a infecções, depressão e doenças cardíacas. As mulheres padecem mais do transtorno: para cada portador do sexo masculino, há três do feminino.

“O indivíduo não consegue dormir ou manter o sono durante a noite e tem um repouso superficial”, define a médica carioca Andréa Bacelar, da Academia Brasileira de Neurologia. “Hoje há um novo conceito de que o insone é aquele que vive insatisfeito com o seu sono. Essa dificuldade é fruto de um estado de hiperalerta na hora de dormir“, diz a neurologista Dalva Poyares, do Instituto do Sono, em São Paulo.

Por que há uma horda crescente de vítimas desse antiapagão? A resposta não espanta, porque são ingredientes da vida nas grandes cidades. A culpa recai sobre o estresse crônico e a ansiedade – e também nas desordens que esses fatores ajudam a desencadear.

“Uma porção de males, entre eles insuficiência cardíaca, refluxo e desordens hormonais, está associada à privação não intencional de sono. Daí a necessidade de investigar a fundo o problema”, aponta a neurologista Rosa Hasan, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP).

Os transtornos da mente, aliás, lideram a lista dos financiadores de insônia. “É comum observarmos dificuldades para dormir entre pacientes com depressão, ansiedade e esquizofrenia”, diz o psiquiatra Teng Chei Tung, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Na menopausa e no período que a sucede, um número significante de mulheres passa a relatar noites em claro. “As oscilações hormonais, as ondas de calor e quadros depressivos figuram entre as principais explicações para o problema”, diz a ginecologista Helena Hachul, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No caso, a reposição hormonal, quando bem indicada e somada a mudanças no estilo de vida, costuma remediar a situação.

No campo do estilo de vida, quem merece o título de fator pró-sono é o exercício físico. Um estudo da Universidade Bellarmine, nos Estados Unidos, acaba de sinalizar, após acompanhar 2,6 mil pessoas de 18 a 85 anos, que a prática regular de uma atividade moderada aprimora em 65% a qualidade do sono.

Nem é preciso viajar para fora do país para colher resultados tão animadores. Na Unifesp, a fisioterapeuta e pesquisadora da área de psicobiologia Carolina Vicaria está avaliando o impacto da musculação e do alongamento no controle da insônia crônica em pessoas antes sedentárias. “Os voluntários que realizam essas atividades uma hora por dia três vezes por semana relatam uma melhora no padrão de sono”, conta Carolina.

Por quê? “Acreditamos que os exercícios atuam na liberação de endorfinas, que produzem uma sensação de bem-estar, e reduzem a ansiedade no momento de dormir”, explica. Outro trabalho realizado na instituição já havia revelado que a caminhada exerce efeito parecido.

Até mesmo a dieta exerce uma pitada de influência na qualidade do descanso. Há indícios de que consumir carboidratos – as massas, sobretudo integrais – à noite teria um poder sonífero, uma vez que o nutriente interfere na bioquímica cerebral instigando a sensação de conforto e a vontade de descansar. Só não vale abusar, sob pena de engordar.

Fonte: mdemulher

Alimentos com glúten fazem mal à saúde

April 24th, 2012

Você pode não perceber, mas ele está em todo lugar – pães, bolos, macarrão, bolachas, coxinhas, cerveja, uísque… Pudera: o glúten é a principal proteína dos grãos de trigo, aveia, centeio, cevada e malte. No final de 2008, ele ganhou fama de vilão. Tudo por causa da maior divulgação dos riscos da doença celíaca, inclusive em programas de televisão. Afinal, se o glúten faz mal para um grupo de pessoas, por que não faria para todo mundo? Não faltou quem afirmasse que ele traria danos à saúde, mesmo em pessoas saudáveis. Mais tarde, a proteína foi acusada de provocar obesidade e inchaço no abdômen. A apresentadora Luciana Gimenez foi uma das que garantiram ter afinado a estampa ao se livrar do glúten. E o livro Glúten e Obesidade: A Verdade Que Emagrece, da carioca Regina Racco, virou best seller. “Fiquei 8 semanas sem ingerir os cereais que contêm a proteína e perdi 11 quilos”, dizia Racco em trecho do livro.

Especialistas apressaram-se a afirmar: não há nada errado com o glúten. O ingrediente só é mesmo contra-indicado para quem tem a doença celíaca. O resto é mito. “O glúten não rouba nutrientes, não atrapalha a digestão e não dificulta a eliminação de toxinas em pessoas saudáveis”, diz Flávio Martins Montenegro, pesquisador do Centro de Tecnologia de Cereais e Chocolates do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), em Campinas. No caso das pessoas que eliminaram o glúten das refeições e emagreceram, a explicação é simples. “A perda de peso é normal para quem deixa de comer certo grupo de alimentos”, diz a nutricionista Miriam Ghorayeb. “É o que acontece se deixamos de comer pães e massas, ricos em carboidratos. A diferença não é o glúten, e sim a mudança na ingestão calórica. Se substituirmos esses alimentos refinados por integrais, também haverá redução de peso – embora eles contenham glúten”, diz.

 
O que é doença celíaca?
O glúten é um veneno para cerca de 1 milhão de brasileiros. Essas pessoas não possuem a enzima transglutaminase, que quebra o glúten. Ao ser ingerida, a proteína ataca as paredes do intestino delgado, dificultado a absorção de nutrientes e provocando sintomas como abdômen estufado, diarreia, vômito, perda de peso, anemia e osteoporose. A intolerância à proteína costuma ser detectada na infância, mas pode ficar escondida até os 50 anos e causar sérios problemas. Em alguns casos, a doença não tem sintoma nenhum – o que dificulta o diagnóstico. Caso apresente os sintomas, pode valer a pena consultar o médico e fazer os exames adequados, especialmente se houver um celíaco na família: isso aumenta em 10% o risco de desenvolver a doença. “O único tratamento é a total eliminação de alimentos que utilizam trigo, centeio, cevada e aveia na dieta”, diz Flávio Martins, do Ital.

Em pessoas saudáveis, o glúten não engorda nem provoca inchaço. O ingrediente só deve mesmo ser evitado por quem tem doença celíaca.

Veja como a água influencia a atividade física

April 23rd, 2012

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, descobriram que a falta de preparo físico não seria a única razão pela qual muitas pessoas ficam acabadas, digamos, antes da hora. Depois de observar voluntários sob várias condições adversas e reunir uma série de dados, eles concluem em um estudo recente: um dos maiores contribuintes para a fadiga precoce é a desidratação.

“Quando nos exercitamos, existe uma boa demanda dos músculos por substâncias como glicose e oxigênio. E a água ajuda a transportá-los”, explica o fisiologista Orlando Laitano. Com pouca H2O disponível, esses materiais têm dificuldade para chegar ao seu destino – e, assim, falta energia para as pernas se movimentarem.

Essa desidratação local afeta a vinda de nutrientes essenciais à construção das fibras musculares, a exemplo da proteína. Aliás, até essas estruturas também são compostas de água. Privar-se dela, portanto, é ficar sem matéria-prima para formar mais fibras. Outro motivo para a recuperação ficar lenta quando o tanque está vazio.
O músculo depende de determinados sais minerais e – adivinhe! – água para realizar toda e qualquer contração. “A precisão e a suavidade do movimento diminuem significativamente se o indivíduo não bebe o suficiente. Isso, por si só, já aumenta a probabilidade de uma lesão”, alerta o médico do esporte Jomar Souza.

Para piorar, reservas aquosas abaixo da necessidade mexem inclusive com o desempenho do cérebro. “Os sinais enviados por ele para comandar determinada ação, como levantar uma barra ou chutar uma bola, perdem qualidade”, reforça Emerson Silami Garcia, educador físico.

Goles na (sua) medida
O senso comum prega que se aja de acordo com os sinais do corpo. Em outras palavras, esvaziar a garrafinha no momento em que a boca ficar seca. “Mas hoje existem pesquisas revelando que o estágio de desidratação já se encontra avançado quando a pessoa percebe a sede”, contrapõe Ricardo Nahas, médico do esporte.

Os profissionais que trabalham com atividade física são unânimes: a hidratação deve ser individualizada, até porque há quem transpire mais do que outros ou viva em um local frio, onde naturalmente se sua pouco. Daí que os especialistas muitas vezes preferem recorrer a uma conta matemática simples: subtrair o peso corporal antes do exercício pelo obtido ao término dele. O saldo final é o tanto de água que precisa ser tomada ao longo da ralação seguinte.

Infelizmente, não dá para só encher a barriga d’água antes de correr. “O sistema digestivo não consegue funcionar com um volume grande de líquidos e, inchado, causa desconforto”, explica Silami Garcia. Lançar mão de um cantil e dar uns bons goles a cada 15 minutos costuma resolver a questão. Bem hidratado, seu corpo – e, claro, seu desempenho – vai longe.

E as bebidas esportivas?
Elas oferecem uma mistura de carboidratos e sais minerais, que se esvaem durante pedaladas e corridas. “Mas só são recomendadas para atividades físicas que excedam uma hora de duração”, prescreve a nutricionista Patrícia Bertolucci.

O manual da hidratação
Saiba o que fazer para se exercitar sem deixar a secura tomar conta do organismo:
Antes: Nas duas horas que antecedem o momento da malhação, ingira de 250 a 500 mililitros de água. Evite refrigerantes, bebidas alcoólicas e, ainda, alimentos muito pesados.

Durante: A cada 15 minutos, beba de 125 a 250 mililitros. Se a atividade durar mais do que 60 minutos, água de coco e isotônicos podem ser uma boa opção, mas vale consultar um especialista.

Depois: Urina escassa e amarelada é um sinal claro de desidratação. No caso, lance mão de uma balança para saber quanto perdeu de peso. Então, basta repor na mesma medida.

Pilates auxilia na prevenção e tratamento da osteoporose

April 16th, 2012

Cada vez mais comum, a osteoporose não é privilégio somente da 3ª idade. A doença, que tem como principais fatores de risco o sedentarismo, o tabagismo, o histórico familiar, a baixa ingestão de cálcio e a retirada cirúrgica de ovários sem reposição hormonal, está cada vez mais comum entre as faixas etárias de 30 a 35 anos.

De um modo geral, a osteoporose é caracterizada pela perda da massa óssea e a diminuição da resistência mecânica dos ossos por diversas causas, sendo as principais relacionadas aos desequilíbrios hormonais. As regiões do corpo mais atingidas são os quadris, os punhos e a porção anterior dos corpos vertebrais, que sofrem desgastes com simples inclinações repetidas do tronco para frente, gerando fraturas espontâneas.

A prática de exercício físico preserva a massa óssea, tanto por ação direta do impacto sobre o esqueleto, quanto por ação indireta, pela tração  realizada nos músculos através de exercícios de força.

“Os resultados da prática do Pilates em pacientes com osteoporose podem ser observados em pouco tempo. Durante as primeiras sessões já é possível notar uma melhora da força muscular, aumento do relaxamento e da sensação de bem-estar”, explica a fisioterapeuta Valquiria Santiago. Além dos benefícios proporcionados pela técnica, no caso da osteoporose, o Pilates auxilia também no tratamento da depressão, estresse, dores na coluna, incontinência urinária, hérnia de disco e algumas doenças neurológicas, como o Parkinson.

De acordo com a fisioterapeuta alguns benefícios proporcionados pelo Pilates em pessoas com osteoporose são:

- Aumento da flexibilidade;

- Melhora na função articular;

- Melhora no alinhamento postural;

- Ganho de equilíbrio para prevenir lesões ou evitar padrões de movimentos incorretos;

- Oxigenação dos músculos e qualidade de sua função;

- Incorporação de consciência corporal, diminuindo os fatores de risco que podem levar a lesões;

- Diminuição da ansiedade e do nervosismo provocados pelo estresse e pelas tensões do dia a dia.

Conheça o padrão da caminhada e saiba como o pilates pode influenciar na segurança da biomecânica do movimento

April 13th, 2012

Efetuar um passo para frente, apesar de este ser iniciado pelos flexores do quadril, tal como o psoas e o ilíaco, ou pela liberação dos extensores, certamente envolve a flexão do quadril, extensão do joelho e dorsiflexão das articulações do tornozelo e metatarsofalangeanas (bola do pé), necessárias para o caminhar para frente, todas as quais são criadas pelo encurtamento.

Enquanto o membro inferior se movimenta anteriormente, sua miofáscia (capa protetora do músculo – trama de tecido conjuntivo) inteira se prepara para receber o peso do corpo e a reação do solo. Os músculos ficam tensos dentro da trama fascial para lidar com a quantidade precisa de força que é esperada.

Ao instrutor: Aprender a ler estes movimentos no padrão de caminhada de seus clientes tornará mais eficientes seu trabalho, reconhecendo a necessidade de cada padrão de movimento corporal e lembrando de que os Princípios Básicos do método estarão totalmente ligados a toda essa consciência!

O quadril, é claro, faz uma pequena rotação durante o caminhar, e o peso cai da parte lateral para medial, mas em geral diferenças na direção entre estas articulações resultarão num desgaste da articulação, esforço excessivo dos ligamentos, por falta de equilíbrio e força muscular dessas regiões, por isso, os abdutores e compartimento lateral do segmento inferior do membro inferior, provém a estabilidade que evita com que o quadril penda para dentro (adução), enquanto o grupo de adutores e os outros tecidos auxiliam os movimentos da flexão/extensão e provém a estabilidade do arco interno, na parte de dentro do membro inferior, para o lado medial da articulação do quadril, evitando uma rotação excessiva ou indesejada do quadril.

Na parte superior do corpo se alterna no encurtamento do lado com peso, para evitar que o tronco penda para longe do membro inferior e abaixo deste movimento o tronco se enrola como uma mola de relógio, contrabalanceando a torção que produzida na pelve também. Esta energia rotacional, trabalhando através dos intercostais nas costelas e dos abdominais oblíquos, é criada e liberada em cada passo.

Concluímos então que principalmente exercícios que a essência tem o foco no posicionamento da pelve e da caixa torácica com certeza envolverá também o fortalecimento de toda a musculatura que envolve essas regiões dando mais estabilidade ao nosso cliente durante seu caminhar. PREPARE SUAS SESSÕES COM PRECAÇÃO PENSANDO EM CADA PADRÃO DE MOVIMENTO DE CADA CLIENTE… BOAS AULAS!


Por Rafaela Porto

O Pilates aliado com a Doença de Parkinson

April 12th, 2012

A Doença de Parkinson é uma enfermidade neurológica que afeta os movimentos das pessoas. Tecnicamente, a dopamina é uma substância produzida no cérebro por um grupo de células nervosas, responsáveis por conduzir correntes nervosas ao corpo. A falta ou diminuição dessa substância tem como consequência, lentidão nos movimentos, aumento gradual dos tremores, rigidez muscular, dificuldade em manter a postura e o equiílibrio, além de afetar a comunicação do paciente. A doença atinge, geralmente, adultos com mais de 60 anos, porém pode afetar jovens onde os casos são mais raros.

Em contraste com outras doenças, o Parkinson possui um curso vagaroso, sem mudanças drásticas. Apesar dos avanços científicos, o Parkinson não tem causa conhecida, não tem cura, porém podemos retardar ou minimizar as suas consequências através de uma atividade física segura e assistida como o pilates, que será tão importante quanto os remédios. Nesses casos, o Pilates terá como objetivo conservar a atividade muscular e a flexibilidade articular, evitando a atrofia dos músculos. Com isso, a rigidez nos gestos se tornará menos evidente.

Alguns exercícios direcionados e assistidos pelo instrutor de Pilates irão facilitar as atividades da vida diária, como sentar-se mantendo uma postura ereta, vestir-se, caminhar sem o aspecto de cansaço. Além dos sinais motores mais visíveis, o aspecto psicológico também é afetado. A depressão, o estresse ou até mesmo o sentimento de angústia podem trazer consequências negativas e serem refletidos no aspecto físico. Em contrapartida, os benefícios do Pilates, como a melhora na consciência corporal e o aumento da autoconfiança oferecerão a esses pacientes um conforto mental evitando o aparecimento das consequências citadas acima.

Sugestões aos instrutores: Importante sublinhar é que, durante uma aula, o instrutor deve fazer o aluno se mexer o máximo possível, realizar exercícios de alongamento, como o gato de frente na cadeira, leg press no reformer, série de costas no reformer. Evitar posições de risco, tais como, exercícios com a caixa em cima do Reformer, exercícios em pé em cima do Cadillac.

Boas Aulas!

Autora: Marília Zara Chiarelli (Educadora Física, Instrutora Certificada Internacionalmente pela STOTT PILATES)