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Correção com o Pilates para os problemas de coluna gerados na infância – Parte II – Crianças X Salto Alto

April 14th, 2010

Correção com o Pilates para os problemas de coluna gerados na infância - Parte 2 - Crianças X Salto Alto

Criança não deve usar calçado com salto. O uso pode provocar problemas de postura e marcha (caminhar). Ao caminhar, o ciclo da marcha (o andar) começa no toque do calcanhar no chão e só termina quando o mesmo calcanhar voltar a tocar o solo, completando assim uma passada. Sendo o passo definido pelo toque inicial de um dos calcanhares, até o toque do calcanhar com outro pé. O padrão de marcha maduro ocorre aos três anos de idade.

O desenvolvimento do calcanhar está completo próximo aos cinco anos de idade. A marcha da criança aproxima-se muito à do adulto aos sete anos de idade e poucas diferenças são encontradas. A estrutura óssea do pé, porém, não está completa nessa idade, pois a criança continuará crescendo até mais ou menos os 12 anos de idade para os meninos e 10 anos de idade para as meninas.

Quando uma criança está em fase de desenvolvimento, os calçados não devem ter salto e a sola deve ser reta e firme o suficiente para dar estabilidade, pois o aumento da altura do calcanhar provoca modificações no padrão de caminhar. Ou seja, quanto mais alto o salto, menor a participação do antepé no caminhar.

Atualmente as crianças estão sendo induzidas a utilizar calçado com salto cada vez mais cedo.

As consequências são:

- O pé da criança sofre sobrecarga na região anterior (frente) do pé, o que em longo prazo pode gerar alterações dolorosas e/ou adaptativas levando a criança a não conseguir andar sem salto devido ao encurtamento da musculatura da panturrilha (batata da perna) e a fadiga da musculatura;

- Essa sobrecarga nos músculos pode prejudicar a estabilidade do pé e causar entorses ou quedas.

- A maior ocorrência da fadiga muscular causada por essa sobrecarga leva à diminuição da força muscular na perna, o que pode reduzir a amplitude de movimentos normais do pé, e isso provavelmente acarretará prejuízos na fase de crescimento da criança.

- O salto alto pode trazer problemas na coluna porque o esqueleto da criança é imaturo. Ou seja, ainda não está totalmente formado e com isso ocasionará graves alterações posturais e deformação principalmente na coluna. Nas alterações posturais podemos incluir as hiperlordoses lombar e cervical (aumento da curva natural da coluna lombar e cervical), encurtamento da musculatura da panturrilha e diminuição da força dessa musculatura, podendo inclusive gerar uma atrofia que não poderá ser reposta na idade adulta. Essa criança quando crescer, ou um adulto que usou salto alto a vida toda, poderá ter uma atrofia muscular que muitas vezes será irreversível e dolorosa para o alongamento, sem permitir uma marcha descalça, exceto na ponta dos pés.

Qual deve ser a altura ideal do salto?

Para manter o conforto e reduzir riscos de lesões escolha sapatos com elevação do salto por volta de 2 cm.

O salto baixo assemelha-se à atividade da marcha descalça, mas não produz, de fato, essa mesma marcha.

Não importa se as fábricas de calçados infantis tentam atrair as crianças com sapatos cada vez mais com cara dos adultos. O importante mesmo é garantir um futuro bom e confortável para a coluna da criança.

Assim como na primeira parte desta matéria, o profissional de Educação Física possui uma grande importância identificando o mais cedo possível desvios posturais para poder poder encaminhar a criança para um profissional especializado. Trabalhar com a questão do equilíbrio e descobrimento das ações corporais da criança para que ela se desenvolva naturalmente através de exercícios e mantenha sua postura relativamente alinhada.

O Pilates serve como uma ferramenta de correção postural que poderá auxiliar a criança a buscar um alinhamento do seu corpo. Deve ser procurado o quanto antes, quando verificado alterações corporais durante a infância.

Clique aqui e confira a primeira parte da matéria.

Fonte: http://www.fisioterapiaatual.com.br/

Criança não deve usar calçado com salto. O uso pode provocar problemas de postura e marcha (caminhar). Ao caminhar, o ciclo da marcha (o andar) começa no toque do calcanhar no chão e só termina quando o mesmo calcanhar voltar a tocar o solo, completando assim uma passada. Sendo o passo definido pelo toque inicial de um dos calcanhares, até o toque do calcanhar com outro pé. O padrão de marcha maduro ocorre aos três anos de idade.

O desenvolvimento do calcanhar está completo próximo aos cinco anos de idade. A marcha da criança aproxima-se muito à do adulto aos sete anos de idade e poucas diferenças são encontradas. A estrutura óssea do pé, porém, não está completa nessa idade, pois a criança continuará crescendo até mais ou menos os 12 anos de idade para os meninos e 10 anos de idade para as meninas.

Quando uma criança está em fase de desenvolvimento, os calçados não devem ter salto e a sola deve ser reta e firme o suficiente para dar estabilidade, pois o aumento da altura do calcanhar provoca modificações no padrão de caminhar. Ou seja, quanto mais alto o salto, menor a participação do antepé no caminhar.

Atualmente as crianças estão sendo induzidas a utilizar calçado com salto cada vez mais cedo.

As consequências são:

- O pé da criança sofre sobrecarga na região anterior (frente) do pé, o que em longo prazo pode gerar alterações dolorosas e/ou adaptativas levando a criança a não conseguir andar sem salto devido ao encurtamento da musculatura da panturrilha (batata da perna) e a fadiga da musculatura;

- Essa sobrecarga nos músculos pode prejudicar a estabilidade do pé e causar entorses ou quedas.

- A maior ocorrência da fadiga muscular causada por essa sobrecarga leva à diminuição da força muscular na perna, o que pode reduzir a amplitude de movimentos normais do pé, e isso provavelmente acarretará prejuízos na fase de crescimento da criança.

- O salto alto pode trazer problemas na coluna porque o esqueleto da criança é imaturo. Ou seja, ainda não está totalmente formado e com isso ocasionará graves alterações posturais e deformação principalmente na coluna. Nas alterações posturais podemos incluir as hiperlordoses lombar e cervical (aumento da curva natural da coluna lombar e cervical), encurtamento da musculatura da panturrilha e diminuição da força dessa musculatura, podendo inclusive gerar uma atrofia que não poderá ser reposta na idade adulta. Essa criança quando crescer, ou um adulto que usou salto alto a vida toda, poderá ter uma atrofia muscular que muitas vezes será irreversível e dolorosa para o alongamento, sem permitir uma marcha descalça, exceto na ponta dos pés.

Qual deve ser a altura ideal do salto?

Para manter o conforto e reduzir riscos de lesões escolha sapatos com elevação do salto por volta de 2 cm.

O salto baixo assemelha-se à atividade da marcha descalça, mas não produz, de fato, essa mesma marcha.

Não importa se as fábricas de calçados infantis tentam atrair as crianças com sapatos cada vez mais com cara dos adultos. O importante mesmo é garantir um futuro bom e confortável para a coluna da criança.

Assim como na primeira parte desta matéria, o profissional de Educação Física possui uma grande importância identificando o mais cedo possível desvios posturais para poder poder encaminhar a criança para um profissional especializado. Trabalhar com a questão do equilíbrio e descobrimento das ações corporais da criança para que ela se desenvolva naturalmente através de exercícios e mantenha sua postura relativamente alinhada.

O Pilates serve como uma ferramenta de correção postural que poderá auxiliar a criança a buscar um alinhamento do seu corpo. Deve ser procurado o quanto antes quando verificado alterações corporais durante a infância.

Correção com o Pilates para os problemas de coluna gerados na infância

April 5th, 2010

Correção com o Pilates para os problemas de coluna gerados na infância

Devido aos hábitos cada vez menos sadios das crianças, observa-se um crescente aumento de patologias de coluna na infância.

Principais fatores:

Falta de segurança ao brincar na rua;
Falta de tempo e alto custo para a realização de atividades físicas extra-curriculares;
Facilidade e comodidade ao deixar a criança assistir TV ou jogar video games por horas seguidas;
Má alimentação e crescente obesidade;
Baixa auto-estima e ausência dos pais;
Carteiras de estudo ergonomicamente impróprias (leia mais na pesquisa cientifica);
E para completar, a criança passa horas sentada na escola, carrega mochila pesada e de forma incorreta, e muitas vezes é excluida dos jogos das aulas de Educação Física por ser fraca e descoordenada, se desinteressando pela atividade esportiva.
Precisamos tentar mudar o quanto antes a rotina de nossas crianças. Cabe a todos os profissionais envolvidos e aos pais um trabalho em conjunto para que haja uma eficiente mudança.

O profissional de Educação Física tem um grande papel nesse processo, ele poderá ajudar da seguinte forma:

Identificar o mais cedo possível desvios posturais para que a criança possa ser encaminhada a um profissional especializado.
Melhorar a consciência corporal da criança através de exercícios que desafiem a coordenação e equilíbrio.
Ensinar a sentar corretamente e corrigir os desequilíbrios corporais, como: músculos fracos e encurtados e problemas de desalinhamento.
Desenvolver o gosto pela atividade corporal pela ludicidade. Criar e explorar movimentos, desafiar o controle e fortalecer de forma equilibrada e divertida.
Caso a criança já apresente algum desvio postural visível, ela deverá iniciar um tratamento com profissional especializado. O Pilates poderá corrigir ou minizar este problema, reequilibrando e realinhando o corpo, devendo ser iniciado o mais rápido possível para evitar agravamentos.

* Leia mais sobre Postura em: Postura Correta X Errada

Autora: Tatiana Matsuo – http://tatipilates.wordpress.com

Pilates: Exercícios para dores na coluna

March 5th, 2010

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Pilates: Cuidados constantes para manter a coluna em ordem

January 11th, 2010

Pilates: Coluna em ordem

Para se manter saudável e longe de problemas de postura, os médicos sempre fazem diversas recomendações. Entretanto, com a correria do dia-a-dia, muitas vezes ignoramos ou nem percebemos o mal que podemos estar fazendo para a nossa coluna. “A degeneração da coluna é resultado de vários fatores em conjunto, como genética, hábitos de vida, atividade física, obesidade, sobrecarga da coluna no passado, entre outros”, explica Eduardo Puppi Moro, neurocirurgião do Hospital Nossa Senhora das Graças.

Todos os nossos descuidos podem causar diversos problemas de coluna como escoliose (desvio da coluna vertebral, que pode ser cervical, torácica ou lombar), lordose (aumento da curvatura lombar) e a cifose, conhecida popularmente como corcunda, quando a pessoa joga os ombros para frente, e distúrbios de crescimento, no caso de crianças. Todos esses desvios, se acentuados, além do mau efeito estético, podem ocasionar dores e outras complicações se não forem tratadas.

De acordo com Renato Raad, ortopedista do Hospital Nossa Senhora das Graças, todos esses desvios podem ser resolvidos, desde que se realize alguma atividade para regular a postura. “Além da fisioterapia, técnicas como Pilates, que fortalece e alonga os músculos e RPG (Reeducação Postural Global) são muito eficientes nessa correção”, aponta.

Uma medida que ajuda deixar a coluna em ordem é a prática de exercícios físicos frequentemente, no mínimo, três vezes por semana e nunca esquecer de alongar-se antes e depois da atividade. “O alongamento prepara os músculos e relaxa o corpo. Exercícios sem alongamento podem causar lesões e deixar ligamentos e músculos sobrecarregados”, alerta o ortopedista.

Os piores inimigos da coluna:

Carregar peso é uma dos principais problemas que acabamos cometendo. Como passamos muito tempo fora de casa, precisamos levar cada vez mais coisas em bolsas e mochilas. A moda também contribui: as bolsas enormes – chamadas de maxi bolsas – acabam contribuindo para que mais peso seja carregado. “Um sobrepeso em somente um lado do corpo pode causa dor, principalmente se induzir a má postura”, esclarece o neurocirurgião.

O peso ideal que adultos e crianças podem carregar sem causar danos e lesões, é entre 10 e 15% do peso corporal. “Pessoas com um bom condicionamento físico podem suportar até 20% do peso corporal”, afirma o ortopedista Renato Raad. Porém, é importante ficar atento para a maneira correta de carregar bolsas e mochilas. “Deve-se revezar a bolsa nos ombros e carregar o mínimo de peso. No caso de mochilas, o ideal é carregar com as duas alças nas costas e uma cinta abdominal. Você distribui o peso e não sobrecarrega tanto as costas”, observa o ortopedista.

Os saltos altos, preferidos das mulheres, também causam uma maior sobrecarga para a coluna. “Não há maiores restrições no uso esporádico, contanto que se use o bom senso e vigie qualquer sinal de dor durante o uso. Entretanto, a melhor opção é dar preferência para os saltos baixos”, ressalta o neurocirurgião Eduardo Puppi Moro.

E para quem está acima do peso, cuidado! A obesidade e o sobrepeso são prejudiciais à coluna, principalmente se houver a formação da famosa “barriga”. “Ela sobrecarrega a coluna lombar e pode acelerar o processo degenerativo da mesma”, salienta Dr. Eduardo

Fonte: http://ow.ly/QoEu