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Pilates nos vícios posturais e dores musculares

July 5th, 2010

Pilates nos vícios posturais e dores musculares

Atualmente algumas pessoas buscam muitas formas para a melhora da qualidade de vida. Cada indivíduo tem suas preferências e procuram atividades que trabalhem o corpo de forma global e interessante. Hoje em dia, o leque de opções de técnicas disponíveis para esse objetivo é enorme e entre elas está o Método Pilates.

O Pilates tem seis princípios fundamentais para um trabalho eficaz ao corpo e a saúde, são eles: a centralização, o controle, a precisão, a fluidez do movimento, a concentração e a respiração. Além disso, é uma técnica dinâmica que visa melhorar a força, corrigir a postura, alongar, manter e/ou aumentar a flexibilidade, preocupando-se em respeitar as curvaturas fisiológicas do corpo.

Outras vantagens do Método Pilates são: estimular a circulação, melhorar o condicionamento físico, a flexibilidade ou equilíbrio e o alinhamento postural, além de trabalhar a consciência corporal, preparando o praticante para que ele retorne as suas atividades diárias consciente do seu corpo no espaço percebendo, assim, “vícios” posturais que adota no dia a dia e que provavelmente lhe causam dor.

Algumas profissões ou até mesmo simples rotinas diárias favorecem o aparecimento de dores em várias regiões do corpo como pescoço, punhos, mãos, ombros e região da coluna cervical e lombar devido o prolongado tempo de trabalho e ao esforço físico exagerado e, muitas vezes, repetitivo.

Os principais fatores que contribuem para esse fato são: a falta de intervalo durante o expediente, falta de alongamentos e repouso, longa jornada de trabalho, falta de exercícios físicos, movimentos repetitivos, uso do mesmo grupo muscular para manter a posição de trabalho e principalmente posturas inadequadas para a execução das tarefas.

Dentistas, Médicos, analistas de sistemas, cabeleireiras, atendentes de call-center, operários, donas de casa e diaristas, são algumas das atividades profissionais que mais são consideradas “estressantes” e frequentemente associadas a dores crônicas. Deve-se levar em consideração também, que esses casos podem agravar-se, caso esses profissionais forem sedentários, ou seja, não praticarem nenhuma atividade física. A postura incorreta faz mais do que diminuir a auto confiança, pois obstrui a respiração, tensiona os músculos e ligamentos e pode afetar as articulações da coluna, além de deixar as pessoas mais propensas as artroses e  osteoporoses.

Dessa forma, o método Pilates é capaz de promover o fortalecimento global para que os objetivos almejados possam ser efetivamente conquistados. Os resultados da prática dos exercícios de pilates individualizados, com instrutores devidamente capacitados, uma boa avaliação e escolha dos exercícios adequados tem se mostrado cada vez mais animadores, tornando o método um eficiente recurso para reabilitação, treinamento, prevenção e o retorno a prática de uma atividade física.

Autora: Andreza de Nóvoa Rocha Maciel – Fisioterapeuta

Pilates: Professores sofrem com dores musculares

March 19th, 2010

Pilates: Professores sofrem com dores musculares

De acordo com levantamento publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia, dores musculares em membros superiores e inferiores em profissionais da área da educação são comuns e estão relacionadas a esforços físicos e tempo de trabalho. O artigo é da autoria de Jefferson Paixão Cardoso, do Programa de Pós-graduação em saúde Coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS – Bahia), e colegas, e foi veiculado na edição de dezembro de 2009.

Segundo os autores, para coleta de dados, foi realizado estudo sobre as condições de trabalho e saúde dos professores da rede municipal de ensino de Salvador. Esta abrangia na época da pesquisa, conforme explicam eles, a educação infantil (pré-escola), ensino fundamental I (1ª a 4ª série) e ensino fundamental II (5ª a 8ª série). “Um inquérito que incluiu todos os professores da rede municipal de educação de Salvador foi realizado durante o recadastramento dos professores, no ano de 2006″ afirmam Jefferson e colegas. Segundo eles, o quadro foi investigado “em três regiões corporais: membros inferiores: ‘dor nas pernas’; membros superiores: ‘dor nos braços’ e no dorso: ‘dor nas costas/coluna’.

A frequência da dor foi medida numa escala do tipo Likert: 0=nunca; 1=raramente; 2=pouco frequente; 3=frequente e 4=muito frequente. Neste estudo, foi considerada como queixa de dor musculoesquelética quando o professor referiu sentir a queixa álgica como “frequentemente” ou “muito frequentemente”, para cada região corporal acima mencionada”. Os pesquisadores revelam no artigo que a prevalência da dor foi de 41,1% para membros inferiores (dores nas pernas), 41,1% para o dorso (dor nas costas) e 23,7% para os membros superiores (dor nos braços). “A prevalência global, para DME (dor músculoesquelética) relacionada a qualquer um dos três segmentos corporais foi de 55%: 19,7% referiram dor apenas em um dos três segmentos corporais analisados, 19,9%, em dois segmentos, e 15,4%, nos três segmentos”, dizem.

Os autores acreditam que “os achados do estudo reforçam a hipótese de que as características oriundas de determinada atividade laboral produzem efeitos negativos sobre a saúde dos trabalhadores. Os professores investigados referiram elevadas prevalências de dor musculoesquelética em membros superiores, inferiores e dorso. Também foram analisadas associações de fatores sociodemográficos e ocupacionais para estas ocorrências. A identificação desses fatores pode contribuir para a adoção de políticas públicas que visem à prevenção de adoecimento e promovam bem-estar dessa categorial profissional”.

Fonte: Flexus Pilates