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Música e Pilates

March 2nd, 2011

Música nas salas de pilates? Imagem: STOTT PILATES™

É típico, da maioria dos estúdios de Pilates, não ter música como parte da aula. Isso acontece por ser muito difícil ter o equilíbrio mente-corpo sem nenhuma distração. As pessoas que iniciam no Pilates, sem dúvida alguma, precisam compreender todas as explicações. O foco é ter controle da respiração, alinhamento, estabilidade e não no ritmo da música.

Uma pesquisa feita, nos Estados Unidos, mostra que a música dentro de uma aula de Pilates, vai contra a grande parte dos métodos de ensino, que buscam concentração total do aluno. Mas se o aluno mantiver, com equilíbrio, os movimentos dos exercícios, a música pode ajudar a conectar os participantes em um nível mais profundo da respiração, alinhamento e a percepção do próprio corpo?

Elizabeth Larkam, que possui experiência como instrutora de Pilates a mais de 20 anos, responde: “Um som bem escolhido, pode criar um fluxo…que sustenta movimentos suaves com harmonia. Isso permite integração da respiração, a atenção e a forma física. A música também pode inspirar o instrutor a falar suavemente, acompanhando a melodia do som e sintonia do aluno com os exercícios.

Alguns instrutores usam a música em diferentes tipos de aulas de Pilates, incluindo Reformer, Solo, Circulo Mágico e sessões privadas. Valentin, proprietário de um estúdio de Pilates na Califórnia, ensinou para uma turma de Reformer uma aula chamada “Allegro Technique” com músicas.

A música não é indicada para iniciantes. Ela é usada pra relaxar os alunos e não determinar ritmos aos seus movimentos. Se a música tiver um efeito controverso ela pode fazer com os alunos não atinjam o equilíbrio de seus movimentos. A música ambiente tem como função elevar a energia da turma.

Introduzindo a música em uma turma de Pilates, pode ou não, coreografar os movimentos. Isso vai depender da natureza da sessão, dos alunos e do objetivo do instrutor. “Apesar de ter coreografado alguns movimentos do Pilates, com um grupo de profissionais atuantes, não faço coreografias com alunos ou em sessões privadas.” – Diz Elizabeth. “Em minha opinião, o desempenho do iniciante deve ser correto, até que seja possível uma variação individual.

Atenção.

A música não dever ser usada com novos alunos. Somente com o princípio corpo-mente solidificados, é que pode ser introduzido um novo elemento para melhorar ainda mais a experiência dos alunos com o Pilates.

Fonte: www.inneridea.com

Dores musculares indicam treino exagerado e sem resultados positivos

February 16th, 2011

Dores musculares indicam treino exagerado e sem resultados positivos Imagem: Internet

Sentir dor após uma aula de Pilates pode significar lesão muscular decorrente de excesso de treino e não ganho de massa como muitos pensam. Segundo a fisioterapeuta e diretora da FisioCiência, Eliane Coutinho, este é um problema recorrente nas academias.

“É cada vez mais freqüente alunos saírem das aulas de Pilates e no dia seguinte se referirem à dor muscular com satisfação, com frases do tipo: “Pilates funciona!”. Parece que ainda estamos na era clássica do fisiculturismo, do ‘no pain no gain’, sem dor sem ganho. Aula com dor significa excesso de treino com sobrecarga muscular que não considera os princípios do Método Pilates que primam por controle e precisão de movimento” alerta.

A especialista explica que a dor muscular de um ou dois dias após uma aula de Pilates é denominada Dor de Ocorrência Tardia (DOT) ou Dor Muscular de Início Retardado (DMIR). Segundo Eliane, estudos mostram que essa dor pós-exercício não está relacionada diretamente com o ganho de massa muscular e por promover uma queda na produção de força e amplitude de movimento, devido ao quadro inflamatório da lesão, pode acarretar uma queda de intensidade e qualidade em um programa de Pilates.

“As lesões musculares que podem ocorrer devido ao excesso de exercícios seguindo a filosofia de dor, reduzem o potencial proliferativo das células satélites, organelas responsáveis pela recuperação e hipertrofia muscular. Ou seja, se doer, os resultados vão demorar mais tempo para aparecer” explica.

A especialista, que também é pós-doutoranda em Pilates na USP/SP, salienta que ganho de massa muscular (hipertrofia) é totalmente possível sem que exista, necessariamente, quadro de dor muscular.

“Por isso, se houver dor após uma aula de Pilates, converse com seu instrutor ou procure academias e estúdios que hipertrofiam sem dor” recomenda.

Fonte: clicrbs.com.br

Como o Pilates pode ajudar portadores de Síndrome de Down

February 9th, 2011

Como o Pilates pode ajudar portadores de Síndrome de Down Imagem: Internet

Os pacientes portadores da Síndrome de Down sofrem de atrasos motores e desajustes posturais, fatores que alteram o controle dos equilíbrios estático e dinâmico, a coordenação motora ampla e fina, e a sensibilidade tátil.

Conhecido por trabalhar o reequilíbrio corporal e a reeducação postural, o Método Pilates vem sendo utilizado como forma de tratamento para pessoas com Síndrome de Down. O ideal é que os exercícios comecem a ser desenvolvidos ainda na infância e que prossigam ao longo da vida.

O método inventado por Joseph Pilates tem o objetivo de estimular a força muscular, a flexibilidade, a correção postural e o equilíbrio, além da redução do risco de lesões. São benefícios que podem melhorar muito a qualidade de vida de um portador da Síndrome de Down.

No entanto, o grande diferencial de uma aula de Pilates para as pessoas especiais está no aspecto lúdico. Como eles costumam se distrair com facilidade, as atividades dinâmicas e os equipamentos acabam despertando mais interesse. Além disso, a dedicação integral que o professor presta durante as aulas é essencial para que haja suporte ao equilíbrio do praticante.
Os exercícios desenvolvidos são semelhantes aos praticados por pessoas que não têm a síndrome, contudo, as cargas utilizadas são mais leves.

Os portadores de Síndrome de Down costumam apresentar dificuldades respiratórias. Isso porque o tônus muscular destas pessoas causa a inabilidade do músculo transverso abdominal e dificulta a ação do diafragma. Este prejuízo, por sua vez, dificulta as respirações profundas, amplas e adequadas, aumentando as chances de infecções pulmonares e respiratórias. Eles tendem a desenvolver a respiração oral, fator bastante prejudicial ao humor, ao sono e a alimentação. As regras específicas para respiração durante os exercícios desenvolvidos pelo método Pilates, ajudam a tratar esse quadro.

Fonte: http://www.acessa.com/

Por que skatistas devem praticar Pilates?

January 27th, 2011

Por que skatistas devem praticar Pilates? Imagem: Internet

Tipicamente praticado pelos jovens, o Skate é uma modalidade que exige forma e flexibilidade para executar manobras super técnicas e de alto impacto. Logo, um bom condicionamento físico torna-se um aspecto obrigatório para quem quer ser um bom skatista. O Pilates pode ajudar nesta tarefa.

O Skate é um esporte que exige muito do atleta. Por isso, Rafael Russo (27), skatista profissional há 10 anos, começou a praticar Pilates: ele sentia necessidade de fortalecer a musculatura e de ter um corpo mais alongado. “Até na hora de realizar as manobras, sinto mais facilidade por estar alongado. A musculação te dá força, mas te deixa rígido e como skate exige muita mobilidade, o Pilates ajuda bastante por que dá mais elasticidade”, completa.

Através do alinhamento postural, o método Pilates fortalece o core, a coluna e a região pélvica, o que faz com que estas regiões não fiquem sobrecarregadas durante a execução das manobras mais complexas, por conta da estabilização da pelve.

Com o trabalho de tonificação muscular é possível melhorar a contração isométrica (ação muscular na qual não ocorre mudança no comprimento do músculo) no momento em que é executada a manobra, desde o agachamento para o Ollie-Air (ultrapassagem de obstáculos elevados) e suas variações, até o final da manobra, quando é preciso reequilibrar o corpo sobre o skate, trabalhando assim a musculatura e também diminuindo o impacto na coluna e nas articulações.

Fonte: http://metodistadosul.tempsite.ws, http://skatesaude.blogspot.com

Tipos de estúdios de Pilates

January 18th, 2011

A localização de seu estúdio pode determinar as características que o diferenciará dos demais concorrentes. Existem vantagens e desvantagens que poderão determinar como proceder com os clientes de seu estúdio.

O site Negócio Pilates classificou 4 tipos principais de estúdios:

Estúdios dentro de Clínicas – neste caso, a maior vantagem está na clientela que já é da clínica. No entanto, o ambiente médico pode intimidar e os clientes podem assimilar o Pilates a uma técnica exclusivamente de reabilitação. Separar um ambiente do outro, com entradas independentes pode ser uma boa solução.

Estúdio dentro de Academias – é um ambiente que já conta com uma boa estrutura e remete à qualidade de vida e bem estar. Além disso, é mais fácil apresentar o método aos clientes. A desvantagem está no excesso de barulho e na taxa de retenção oscilante – fazer planos trimestrais e semestrais para amenizar esta oscilação pode ajudar.

Estúdio dentro de Hotéis/Condomínios – o espaço é planejado e seu público tem alto poder aquisitivo. Contudo, a movimentação deste tipo de estúdio poderá não ser constante, por isso, se você pretende abrir um estúdio dentro de um hotel, precisar conhecer o fluxo de hóspedes e o tempo de estada de cada um. Dentro dos condomínios é preciso saber quantos moradores estariam interessados em aderir às aulas e fazer uma estimativa dos horários mais procurados.

Rua – quando se abre o próprio estúdio, sem o apoio de uma clínica ou academia, a divulgação ocorre de maneira mais fácil. É possível promover o estúdio como um estabelecimento que trabalha exclusivamente com o método Pilates, dando maior visibilidade à marca. Porém, abrir um estúdio deste tipo requer um grande investimento. É necessário planejar todas as despesas iniciais e fixas, definindo então o valor cobrado pelas aulas. Outro problema que pode ocorrer, é a ausência de estacionamento, que pode acabar influenciando na escolha do cliente pelo seu estúdio.

Para mais informações, acesse o site negociopilates.com.br

Se o sol bater, vá de Pilates!

January 7th, 2011

Se o sol bater, vá de Pilates! Imagem: Internet

Para chegar na estação mais quente do ano em forma, não há milagres: malhação, malhação e malhação. E por mais tentadoras que sejam as atividades outdoor, quem não está acostumado deve pegar leve e optar por modalidades indoor de baixa intensidade, como o Pilates.

Segundo o instrutor da STOTT PILATES™, Tim Fleisher, é importante que as pessoas evitem práticas que as levem à exaustão, pois os próprios movimentos produzidos pelos exercícios já geram calor e elevam a temperatura corporal, e realizar um treinamento sob o sol catalisa este processo. “Nas sessões de Pilates, o objetivo não é trabalhar a musculatura até a fadiga, mas fortalecer os músculos conscientemente”, explica.

O professor ainda sinaliza um equívoco comum a respeito da intensidade do treino: “Muitas pessoas acreditam que o exercício físico só dá resultado quando sente-se dor no dia seguinte. Pelo contrário, é apenas uma manifestação de que o indivíduo não estava adaptado ao esforço ou ao excesso dele”. E como verão não combina com dor, exageros precisam ficar bem longe, principalmente em altas temperaturas, que podem levar o organismo a sofrer hipertermia.

Além de poupar o sistema de refrigeração corporal, o Pilates é indicado para aqueles que querem conquistar um abdômen de causar inveja. Isso porque, durante os movimentos, são acionadas as musculaturas mais profundas, como transversos do abdômen, multifídios e paravertebrais. “Mas, para que a região fique sequinha, é necessário adicionar à rotina exercícios aeróbicos, como uma caminhada ou andar de bicicleta”, fala Letícia Toledo, coordenadora técnica da Pilates StudioFit. Frequentando as aulas duas vezes por semana, com uma hora de duração, dentro de um mês já é possível sentir uma musculatura mais forte e equilibrada. “Já os resultados estéticos aparecem em pelo menos dois meses”, complementa.

Independente do ambiente no qual a atividade física é praticada, os cuidados não podem ser deixados de lado. Mesmo as modalidades indoor, hidratação e peças confortáveis não devem faltar. Caso opte por encarar o sol, um bom protetor e um boné são fundamentais. E é bom ficar de olho no relógio, pois entre 10 e 16 horas recomenda-se fugir do astro rei, quando a incidência dos raios UVB é mais intensa.

Por Rafaela Porto

Fonte: http://studiofitblog.blogspot.com/

Os benefícios da Prancha de Molas

January 3rd, 2011

Os benefícios da Prancha de Molas Imagem: Site Metalife Pilates

A prancha de molas é um equipamento bastante versátil e que oferece várias opções de exercícios – inclusive os clássicos do Cadillac e do Wall Unit. Por ser um aparelho compacto (ela é presa à parede por parafusos e não utiliza espaço no chão) é ideal para estúdios pequenos e até mesmo para ser instalada em casa.

Ela é composta por dois pares de molas, alças de mãos e coxas, e barra “Roll Down”.

A maioria dos objetivos deste aparelho se concentram no alongamento, na articulação e na estabilização da coluna vertebral, proporcionando um trabalho corporal completo – destacando-se especialmente por proporcionar exercícios para os membros inferiores e superiores.

Os movimentos podem ser realizados em várias posturas, melhorando o alongamento, o fortalecimento, o equilíbrio, a coordenação e a força muscular. Além disso, os exercícios realizados em pé na prancha de molas poderão auxiliar na correção postural e na mecânica da marcha.

Fonte: http://www.ehow.com/

Obrigado, leitor, por um excelente 2010

December 31st, 2010

Obrigado, leitor, por um excelente 2010 Imagem: Internet

Nesta véspera de ano novo, nós, da equipe do Revista Pilates, gostaríamos de dedicar o post a vocês, nossos leitores, que nos ajudaram a fazer um grande 2010.

Este ano alcançamos cerca de 30.000 acessos mensais, marca atingida através do esforço e pesquisa de nossa equipe e, é claro, ao reconhecimento e colaboração de vocês!

Agradecemos às sugestões e aos elogios que ajudaram a construir nosso 2010 e que com certeza tornarão 2011 um ano ainda melhor, com muitas novidades e informações. Contamos com vocês para continuar fazendo o Revista Pilates crescer cada vez mais!

Alegria, saúde, paz e muita disposição para este ano que se inicia!

Feliz 2011!

Prevenindo a Osteoporose

October 25th, 2010

Exercicio Reformer Fonte: Stott Pilates™

A Osteoporose é uma doença silenciosa, responsável pelo enfraquecimento dos ossos depois dos 50 anos de idade. A doença surge quando menos se espera e, no caso das mulheres, atinge seu período mais intenso após a menopausa. Como forma de prevenção, dentre uma gama de exercícios, o Pilates surge como uma opção bastante eficaz.

O objetivo do Pilates é promover o ganho de força, equilíbrio, flexibilidade e coordenação motora, e, segundo a fisioterapeuta Mariana Grott, tais características são o ponto fraco de pessoas com idade já avançada. Em caso de quedas ou fraturas, ter os ossos enfraquecidos é um agravante, reduzindo a capacidade de cicatrização e aumentando as seqüelas dos ferimentos.

A fisioterapeuta explica que a principal preocupação é a gravidade das fraturas “A mais perigosa é a complicação severa”, aponta. Dentre os exemplos, ela cita situações de quando um idoso quebra o fêmur. “Neste caso a recuperação é mais lenta e exige colocação de hastes metálicas e fisioterapia”, completa.
Como a cura da doença é complicada, a melhor alternativa é a prevenção. Segundo Mariana, pessoas com hábitos saudáveis, que vão desde alimentação adequada até a prática freqüente de exercícios físicos, são menos suscetíveis às seqüelas da Osteoporose.

“Nesses casos o pilates ajuda a fortalecer a musculatura, quando ela não consegue mais dar apoio suficiente ao osso. As fraturas acontecem quando o músculo não tem mais força em função da falta de exercícios. Por isso é comum encontrar senhoras com problemas de cicatrização depois de caírem das escadas”, exemplifica.
É aí que entra o benefício do Pilates. “Se na hora de fazer o mesmo movimento  a pessoa tiver fortalecido o músculo o risco de lesões diminui”, ressalta.

Porém, quando a idade vai avançando, não adianta aumentar a dose de exercícios físicos pensando em resultados imediatos. Na fase em que a mulher entra na menopausa, por exemplo, o risco de problemas com a Osteoporose é maior. Neste caso, a fisioterapeuta uma densitometria óssea. “Se o problema estiver num grau elevado são necessários tratamento e acompanhamento médico. Os exercícios mais indicado para quem tem Osteoporose são os de baixo impacto e com movimentos lentos. Essa é exatamente a característica do Pilates”, finaliza Mariana.

Fonte: www.bonde.com.br

O Pilates contra a costocondrite e outras dores crônicas

August 25th, 2010

O Pilates contra a costocondrite e outras dores crônicas

Se você tem dores no peito ou dores na parede do tórax, você poderá estar sofrendo de uma Costocondrite. Ela consiste numa dor causada pela fragilidade da cartilagem que liga as costelas ao esterno. Pode vir acompanhada de inflamação do manúbrio esternal, onde uma tomografia poderá mostrar pontos de erosões no osso devido a esta inflamação. Pode ser identificada pela pressão sobre alguns pontos ao longo da margem do esterno, verificando-se uma fragilidade e uma suavidade nestas pequenas áreas que estarão doloridas e sensíveis ao toque. É normal também apresentar quadro de Fibromialgia com o passar dos anos, onde a pessoa apresenta um alto número de pontos de dor pelo corpo todo.

Dizem que a Costocondrite pode se curar por si própria após meses ou anos, que pode ser aguda ou crônica e que não existe uma causa determinada. Os médicos parecem meio perdidos nesse assunto. Eu gostaria que vocês soubessem e, por favor, transmitam caso conheçam alguém sofrendo do mesmo mal, que eu curei as minhas dores através do Pilates, reaprendendo a respirar. Não só me curei como já ajudei muitos através da respiração e da Terapia Craniosacral. Pessoas que tomavam diferentes remédios para poder suportar a dor os quais de nada adiantava. Que ouviram de médicos: ”não há mais nada que eu possa fazer por você, você vai ter que aprender a conviver com essa dor!” e ficaram depressivos e desenganados.

Mas há sim uma solução!
A minha estória vai ajudar a entender o processo da dor e como pude encontrar a luz no final do túnel, por favor, leia até o final, pois apesar de que cada um tem um estresse diferente como fator inicial de tensão, o processo de agravamento é o mesmo:

Eu sofri mais de dois anos de tudo isso, costocodrite, erosão no esterno, fibromialgia. Parei de trabalhar devido ao enfraquecimento do membro superior, mal podia lavar louça de tanta dor. Espirrar era o fim do mundo, eu sentia o esterno bater na pele como se estivesse fraturado – solto. Na verdade, ao passar dos anos ele praticamente estava, pois a erosão no manúbrio esternal foi tão grande que o meu ortopedista me encaminhou a um oncologista. Eu me tratava com um médico Reumatologista sem muitos resultados, cheguei a tomar um remédio que podia causar depósitos na retina o que comprometeria minha visão… Bom, o oncologista pediu uma biopsia para descobrir se não era Tuberculose no osso, mas os resultados foram os seguintes: tecido fibroso, isto é, tecido inflamado comum numa artrose ou artrite. Voltei a outro reumatologista, mas este se recusou a me tratar! “Isso não é artrite-artrose!”

Tudo começou com o estresse vivido no meu casamento, foi um relacionamento difícil, meu ex-marido era agressivo, bebia demais e eu passava por muitas situações de nervoso. Depois tive um filho e acabamos nos mudando para o Japão onde, segundo o meu ex-marido tudo iria melhorar, pois ele iria ter melhores condições. Claro que isso nunca aconteceu e após alguns meses de uma vida infernal, ele conseguiu aceitar que se não nos separássemos ele iria acabar me matando por eu não aceitar as atitudes dele. Apesar de ele ter me agredido na ocasião, eu consegui voltar ao Brasil com meu filho que naquela época tinha apenas um ano. Como sempre o carregava no colo, comecei a ter dores nas costas e no peito, apenas dores musculares.

Voltei ao Brasil e logo arrumei um trabalho como professora de Ginástica Olímpica, minha antiga profissão. Alguns meses de trabalho e as dores foram aumentando cada vez mais… e um ano depois tive que sair de licença saúde por não aguentar mais de tanta dor. Não conseguia nem dormir direito. Uma médica até me receitou antidepressivos na tentativa de me fazer relaxar e dormir melhor para apagar a memória da dor. Mas alguns dias de dependência do remédio me assustaram e resolvi parar.

O pior é que, não trabalhar não ajudou a melhorar,  parece que a gente fica mais depressiva e só foi piorando. Após o diagnostico da biopsia como sendo uma artrose, recebi uma orientação de uma amiga terapeuta holística, que disse que segundo Louise Hay, artrose está ligada a um sentimento de ódio. Logo pensei no meu ex-marido, mas eu não sentia nenhum ódio por ele. Já o tinha perdoado, mas esse pensamento ficou em minha cabeça até o dia em que ele voltou do Japão e logo conseguiu o meu telefone e me ligou. Ao conversar comigo como se nunca tivesse feito nada errado e fosse meu melhor amigo, todo aquele sentimento voltou e após desligar o telefone, fui ao meu quarto onde me deparei com a bagunça que meu filho havia feito com tinta a óleo, pintando as mãos, pés, cama, chão, tapete, lençol… Estava tudo pintado! Adivinha, foi aí que a ficha caiu, eu tinha transferido aquele sentimento de ódio pelo meu ex-marido para outras coisas e acontecimentos.

Meu peito se espremeu tanto, se contraiu de tal maneira que ficou evidente o que eu estava fazendo com o meu corpo! É como se o corpo aprendesse a se contrair em reação a uma determinada situação e nunca mais desaprendesse. Fui reparando que a toda a hora do dia eu repetia o mesmo padrão de contração para situações simples, mesmo quando eu derrubava água, que não mancha e nem faz sujeira, eu só tinha que secar… estar atrasada… trânsito… se meu filho não me obedecesse… qualquer coisa!

Mas o que fazer?
Bom, a solução foi aprender a respirar. Aprendi a relaxar o corpo e eu me pegava prendendo a respiração constantemente, quando isso acontecia já estava com tanta dor! Inspirar, nem pensar! Eu tinha que parar. Demorava alguns segundos e depois eu soltava o resto do ar que tinha no peito deixando o esterno relaxar para só aí poder inspirar e bem pouquinho. Nada de respirar muito fundo porque eu travava de tanta dor, após algumas respirações tudo ia relaxando e a dor ia desaparecendo e se dissipando. Tinha dias ruins com muita dor e dias melhores. A fluidez dos movimentos do Pilates me ajudaram a diminuir o estresse, fui realizando os exercícios com quase nenhuma carga ou resistência, gradualmente melhorei minha força sempre respeitando meus limites, tudo muito pequeno no começo com poucas repetições e muita respiração. Hoje estou mais forte do que nunca e posso apertar meu esterno sem ter dor alguma. É como se o osso tivesse voltado a ser como era antes! Porém, por incrível que pareça, ainda hoje, após tantos anos, às vezes me pego prendendo a respiração em situações de estresse e tensão, com uma pequena diferença, agora o meu corpo logo reclama e me avisa de que algo está errado e logo volto a respirar.

A chave da melhora foi estar sempre prestando atenção nas minhas reações durante o dia para poder transformar a minha forma de reagir frente a uma situação difícil. Às vezes eu me pegava gritando com meu filho, nervosa e de repente eu ia falando pra ele “mas porque eu estou falando assim, com essa garganta toda presa, tão irritada” e com o tempo fui encontrando uma nova maneira de agir e de falar mesmo quando precisava ser mais firme com ele. É como meditar durante o dia, pois não adianta meditar e se relaxar em casa e depois sair no trânsito xingar a Deus e ao mundo! Pense nisso.

Se você se perceber durante o dia e conseguir se transformar, isso irá diminuir o seu nível de estresse, ajudar a baixar a pressão e poderá diminuir até dores de cabeça. Numa situação difícil pense assim, se não há nada que eu posso fazer por que me preocupar? E se posso fazer algo, então não há porque me preocupar. Se você está atrasado, peça desculpas, ficar nervoso não vai adiantar. Acredite que o que tem que ser vai acontecer e viva a vida um dia de cada vez.

R E S P I R E!

Autora: Tatiana Matsuo