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O Pilates contra a costocondrite e outras dores crônicas

August 25th, 2010

O Pilates contra a costocondrite e outras dores crônicas

Se você tem dores no peito ou dores na parede do tórax, você poderá estar sofrendo de uma Costocondrite. Ela consiste numa dor causada pela fragilidade da cartilagem que liga as costelas ao esterno. Pode vir acompanhada de inflamação do manúbrio esternal, onde uma tomografia poderá mostrar pontos de erosões no osso devido a esta inflamação. Pode ser identificada pela pressão sobre alguns pontos ao longo da margem do esterno, verificando-se uma fragilidade e uma suavidade nestas pequenas áreas que estarão doloridas e sensíveis ao toque. É normal também apresentar quadro de Fibromialgia com o passar dos anos, onde a pessoa apresenta um alto número de pontos de dor pelo corpo todo.

Dizem que a Costocondrite pode se curar por si própria após meses ou anos, que pode ser aguda ou crônica e que não existe uma causa determinada. Os médicos parecem meio perdidos nesse assunto. Eu gostaria que vocês soubessem e, por favor, transmitam caso conheçam alguém sofrendo do mesmo mal, que eu curei as minhas dores através do Pilates, reaprendendo a respirar. Não só me curei como já ajudei muitos através da respiração e da Terapia Craniosacral. Pessoas que tomavam diferentes remédios para poder suportar a dor os quais de nada adiantava. Que ouviram de médicos: ”não há mais nada que eu possa fazer por você, você vai ter que aprender a conviver com essa dor!” e ficaram depressivos e desenganados.

Mas há sim uma solução!
A minha estória vai ajudar a entender o processo da dor e como pude encontrar a luz no final do túnel, por favor, leia até o final, pois apesar de que cada um tem um estresse diferente como fator inicial de tensão, o processo de agravamento é o mesmo:

Eu sofri mais de dois anos de tudo isso, costocodrite, erosão no esterno, fibromialgia. Parei de trabalhar devido ao enfraquecimento do membro superior, mal podia lavar louça de tanta dor. Espirrar era o fim do mundo, eu sentia o esterno bater na pele como se estivesse fraturado – solto. Na verdade, ao passar dos anos ele praticamente estava, pois a erosão no manúbrio esternal foi tão grande que o meu ortopedista me encaminhou a um oncologista. Eu me tratava com um médico Reumatologista sem muitos resultados, cheguei a tomar um remédio que podia causar depósitos na retina o que comprometeria minha visão… Bom, o oncologista pediu uma biopsia para descobrir se não era Tuberculose no osso, mas os resultados foram os seguintes: tecido fibroso, isto é, tecido inflamado comum numa artrose ou artrite. Voltei a outro reumatologista, mas este se recusou a me tratar! “Isso não é artrite-artrose!”

Tudo começou com o estresse vivido no meu casamento, foi um relacionamento difícil, meu ex-marido era agressivo, bebia demais e eu passava por muitas situações de nervoso. Depois tive um filho e acabamos nos mudando para o Japão onde, segundo o meu ex-marido tudo iria melhorar, pois ele iria ter melhores condições. Claro que isso nunca aconteceu e após alguns meses de uma vida infernal, ele conseguiu aceitar que se não nos separássemos ele iria acabar me matando por eu não aceitar as atitudes dele. Apesar de ele ter me agredido na ocasião, eu consegui voltar ao Brasil com meu filho que naquela época tinha apenas um ano. Como sempre o carregava no colo, comecei a ter dores nas costas e no peito, apenas dores musculares.

Voltei ao Brasil e logo arrumei um trabalho como professora de Ginástica Olímpica, minha antiga profissão. Alguns meses de trabalho e as dores foram aumentando cada vez mais… e um ano depois tive que sair de licença saúde por não aguentar mais de tanta dor. Não conseguia nem dormir direito. Uma médica até me receitou antidepressivos na tentativa de me fazer relaxar e dormir melhor para apagar a memória da dor. Mas alguns dias de dependência do remédio me assustaram e resolvi parar.

O pior é que, não trabalhar não ajudou a melhorar,  parece que a gente fica mais depressiva e só foi piorando. Após o diagnostico da biopsia como sendo uma artrose, recebi uma orientação de uma amiga terapeuta holística, que disse que segundo Louise Hay, artrose está ligada a um sentimento de ódio. Logo pensei no meu ex-marido, mas eu não sentia nenhum ódio por ele. Já o tinha perdoado, mas esse pensamento ficou em minha cabeça até o dia em que ele voltou do Japão e logo conseguiu o meu telefone e me ligou. Ao conversar comigo como se nunca tivesse feito nada errado e fosse meu melhor amigo, todo aquele sentimento voltou e após desligar o telefone, fui ao meu quarto onde me deparei com a bagunça que meu filho havia feito com tinta a óleo, pintando as mãos, pés, cama, chão, tapete, lençol… Estava tudo pintado! Adivinha, foi aí que a ficha caiu, eu tinha transferido aquele sentimento de ódio pelo meu ex-marido para outras coisas e acontecimentos.

Meu peito se espremeu tanto, se contraiu de tal maneira que ficou evidente o que eu estava fazendo com o meu corpo! É como se o corpo aprendesse a se contrair em reação a uma determinada situação e nunca mais desaprendesse. Fui reparando que a toda a hora do dia eu repetia o mesmo padrão de contração para situações simples, mesmo quando eu derrubava água, que não mancha e nem faz sujeira, eu só tinha que secar… estar atrasada… trânsito… se meu filho não me obedecesse… qualquer coisa!

Mas o que fazer?
Bom, a solução foi aprender a respirar. Aprendi a relaxar o corpo e eu me pegava prendendo a respiração constantemente, quando isso acontecia já estava com tanta dor! Inspirar, nem pensar! Eu tinha que parar. Demorava alguns segundos e depois eu soltava o resto do ar que tinha no peito deixando o esterno relaxar para só aí poder inspirar e bem pouquinho. Nada de respirar muito fundo porque eu travava de tanta dor, após algumas respirações tudo ia relaxando e a dor ia desaparecendo e se dissipando. Tinha dias ruins com muita dor e dias melhores. A fluidez dos movimentos do Pilates me ajudaram a diminuir o estresse, fui realizando os exercícios com quase nenhuma carga ou resistência, gradualmente melhorei minha força sempre respeitando meus limites, tudo muito pequeno no começo com poucas repetições e muita respiração. Hoje estou mais forte do que nunca e posso apertar meu esterno sem ter dor alguma. É como se o osso tivesse voltado a ser como era antes! Porém, por incrível que pareça, ainda hoje, após tantos anos, às vezes me pego prendendo a respiração em situações de estresse e tensão, com uma pequena diferença, agora o meu corpo logo reclama e me avisa de que algo está errado e logo volto a respirar.

A chave da melhora foi estar sempre prestando atenção nas minhas reações durante o dia para poder transformar a minha forma de reagir frente a uma situação difícil. Às vezes eu me pegava gritando com meu filho, nervosa e de repente eu ia falando pra ele “mas porque eu estou falando assim, com essa garganta toda presa, tão irritada” e com o tempo fui encontrando uma nova maneira de agir e de falar mesmo quando precisava ser mais firme com ele. É como meditar durante o dia, pois não adianta meditar e se relaxar em casa e depois sair no trânsito xingar a Deus e ao mundo! Pense nisso.

Se você se perceber durante o dia e conseguir se transformar, isso irá diminuir o seu nível de estresse, ajudar a baixar a pressão e poderá diminuir até dores de cabeça. Numa situação difícil pense assim, se não há nada que eu posso fazer por que me preocupar? E se posso fazer algo, então não há porque me preocupar. Se você está atrasado, peça desculpas, ficar nervoso não vai adiantar. Acredite que o que tem que ser vai acontecer e viva a vida um dia de cada vez.

R E S P I R E!

Autora: Tatiana Matsuo

Notas de Esclarecimento do COFFITO e CREFITO-10 sobre a Resolução 201/2010 do CONFEF sobre Pilates

August 10th, 2010

Notas de Esclarecimento do COFFITO e CREFITO-10 sobre a Resolução 201/2010 do CONFEF sobre Pilates

Gostaríamos de agradecer a todos pelas respostas sobre a matéria Interdisciplinaridade, originalmente postada no blog da Silvia Gomes, em especial ao Ricardo que nos encaminhou esta nota de esclarecimento:

1. Nota de Esclarecimento do COFFITO sobre a Resolução 201/2010 do CONFEF sobre Pilates

O COFFITO, tendo em vista a publicação oficial da Resolução 201/2010, do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF), esclarece que todo Fisioterapeuta tem o direito de utilizar o método Pilates com a finalidade fisioterapêutica, ou seja, para os fins de tratamento e prevenção de disfunções, conforme autoriza a legislação que trata da matéria. A prática pode ser realizada em qualquer local, como clínicas, academias, hospitais, dentre outros.

A Resolução do CONFEF, que dispõe sobre o Pilates como modalidade e método de ginástica, em seu artigo 4º, prevê que “Caberá à pessoa jurídica prestadora de serviços na área de atividades físicas, desporto e similares que oferecer o Pilates em seu elenco de serviços, garantir que sua prática seja orientada e dinamizada por Profissionais de Educação Física”. A medida não trará qualquer dano ao exercício profissional do Fisioterapeuta, uma vez que a Cinesioterapia, que fundamenta o método Pilates, faz parte do currículo base da graduação em Fisioterapia. Assim, o COFFITO destaca que os profissionais de Fisioterapia têm plena autonomia para utilizar o método Pilates na prevenção e no tratamento de disfunções.

O COFFITO entende que o método Pilates é um dos muitos recursos cinesio-mecano-terápicos à disposição do fisioterapeuta, com vistas à promoção, prevenção e recuperação da saúde. O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional entende que a prática clínica do Pilates exige um domínio técnico e científico acerca do método, por meio de aprimoramento profissional específico.

O profissional que, porventura, venha a se sentir prejudicado em seu exercício profissional por qualquer Conselho de Fiscalização, alheio ao sistema COFFITO/CREFITOS, deve, imediatamente, comunicar a atuação indevida ao CREFITO de sua circunscrição para a adoção das medidas pertinentes.

Fonte: COFFITO.

1. Nota de Esclarecimento do CREFITO-10 sobre a Resolução 201/2010 do CONFEF sobre Pilates

Diante da publicação da Resolução n.º 201/2010 do Conselho Federal de Educação Física, e tendo em vista a quantidade de profissionais que entraram em contato com este Regional, questionando a aplicabilidade e a influência da norma em questão nas atividades dos fisioterapeutas, o CREFITO-10 vale-se da presente para tecer alguns esclarecimentos.

Inicialmente, cumpre esclarecer que, independentemente dos termos da norma editada pelo CONFEF, os fisioterapeutas mantém o direito de utilização do método Pilates, direito este decorrente diretamente da sua formação acadêmica.

Não obstante a plena capacidade do fisioterapeuta de utilização de técnica que tem por base a Cinesioterapia, tem-se claramente que o CONFEF não pode interferir ou legislar acerca de métodos com finalidade fisioterapêutica, sendo certo que a normatização publicada não interfere no exercício das atividades dos fisioterapeutas.

O CREFITO-10 desde já se coloca à disposição dos profissionais que venham a sofrer qualquer espécie de interferência ou ameaça de interferência no exercício de sua profissão com base na norma em questão, a fim de que sejam tomadas as medidas cabíveis no intuito de assegurar o pleno exercício profissional.

Dr. Sandroval Francisco Torres
Presidente do CREFITO-10

O Pilates presente no ASP World Tour 2010

May 5th, 2010

Revista Pilates presente no ASP World Tour 2010

O município de Imbituba, em Santa Catarina foi palco de mais uma etapa do ASP World Tour 2010, campeonato mundial de surf profissional.

O pilates se fez presente através da participação do Tao Pilates, Instituto de medicina do exercício e do  desporto que levou para a Praia da Vila, uma equipe de profissionais sob o comando do Dr. Joel Steinmam.

Pelo nono ano consecutivo, a equipe do Tao Pilates levou aos atletas a essência da prática de pilates, visando à reabilitação, prevenção de lesões e a melhora da performance esportiva.

Dada as características biomecânicas do surf, a coluna vertebral, o quadril e os ombros são as regiões corporais mais  vulneráveis entre os surfistas . Degeneração discal com prolapsos e hérnias lombares e cervicais, lesões labrais dos quadris estão entre as lesões crônicas mais comuns entre os atletas. Tais lesões, assim como dicas de prevenção, estão descritas no livro SURFING AND HEALTH de autoria do Dr. Steinman.

Os exercícios de Pilates fazem parte da estratégia básica do tratamento e prevenção de lesões em atletas de várias modalidades, entre elas o surf.

Na imagem acima, o surfista australiano Cris Davidson (um dos melhores do mundo) é atendido pessoalmente pelo Dr. Joel Steinmam durante o campeonato que aconteceu entre os dias 23 e 29 de abril de 2010.

Atletas do Avaí F.C. são submetidos à sessão de Pilates

March 17th, 2010

Atletas do Avaí F.C. são submetidos à sessão de Pilates

O grupo de atletas que atuou na partida em que o Avaí venceu a equipe Criciúma pelo placar de um gol a zero, no último sábado, 13/03, na Ressacada, foi submetido na tarde da última segunda-feira, (15/03), à uma sessão de Pilates.

A atividade foi realizada na Academia Marcelo Amim, na Lagoa da Conceição, e teve uma duração de 60 minutos.

Para o preparador físico do Avaí, Émerson Buck, “o momento é de equilibrar as atividades físicas com atividades de relaxamento muscular”, visando condicionar os atletas para a maratona de jogos (Catarinense e Copa do Brasil), sem sobrecarregar a musculação.

Após a sessão de Pilates, o fisioterapeuta Diego de Queiroz Mendonça, funcionário da Academia Marcelo Amim, afirmou que “as atividades aplicadas aos atletas do Avaí relaxam a musculatura. Além disso, aliadas as atividades físicas moderadas, proporcionam um ganho no rendimento deles nas próximas partidas”, concluiu.

A sessão foi realizada em uma sala com pouca luz, e com som relaxante.

Fonte: www.avai.com.br

Centro de força – CORE: devemos mantê-lo ativado sempre?

January 8th, 2010

Pilates: CORE - devemos mantê-lo ativado sempre? Pilates: CORE - devemos mantê-lo ativado sempre?

Olá pessoal!

Estive no Rio recentemente através do convite de uma seguidora nossa aqui do blog, a Renata. Uma das dúvidas que apareceu por lá, e que costuma ser freqüente nos cursos, workshops e aulas que participo foi a seguinte: devo manter meu centro de força, meu CORE, ativado o tempo todo?

Aproveitei para colocar essa dúvida aqui no blog para pensarmos nisso juntos.

Uma forma interessante de começarmos a pensar sobre o assunto é a seguinte: quando vamos pegar um lápis sobre a mesa utilizamos certa quantidade de força. Se vamos pegar um copo, ou uma garrafa, também colocamos uma quantidade de força bastante específica para isso.
E quando erramos, por exemplo, quando vamos pegar algo que acreditávamos ser pesado e, ups!, tomamos aquele susto porque, na verdade, o objeto era leve. Tínhamos errado a medida de força.
Passando para um exemplo da mesma família, mas em outro grau de precisão, imagine aquelas meninas-atletas da Ginástica Rítmica, que jogam para cima uma bola, dão três cambalhotas, dois rodopios e, na hora exata que a bola vai cair, lá está precisamente colocada sua mão para recebê-la! Uau!
Da mesma forma deve ser a ativação do nosso centro.
Se estivermos deitados, com nossas pernas apoiadas no solo, sem nenhuma sobrecarga querendo tirar nossa coluna do lugar, para que vamos contrair o abdômen?
A ativação do nosso centro de força é proporcional à alavanca feita por nossos membros, ou pelo posicionamento do nosso tronco, em relação à nossa coluna.
Se estivermos deitados com uma perna no solo e a outra elevada a 90º, temos certa alavanca acontecendo em relação à coluna vertebral que estimula uma ativação do centro para manter a coluna livre de sobrecargas. Se elevarmos a segunda perna, ou começamos a estender uma delas, quanto maior a distância em relação ao centro, maior a alavanca e, conseqüentemente, maior a será a ativação da musculatura do CORE para manter a coluna estável.
É a mesma história da força que usamos para pegar o lápis…

Vamos visualizar a idéia com esse exemplo de dissociação de membros superiores. Se estivermos com os braços ao longo do corpo, sobre o solo, não existe sobrecarga para a coluna. Quando elevamos os braços e começamos a flexionar os ombros a estabilidade da nossa coluna é desafiada. Na primeira imagem o centro está desativado, solto e a coluna sai do solo (observem a zona das costelas) entrando em extensão devido à alavanca dos braços.
Na segunda foto o centro é ativado e, ainda que os braços desafiem a estabilidade da coluna, ela não é sobrecarregada. Vejam como a relação da coluna com o solo permanece estável.

Outra coisa importante de lembrar é a seguinte: observem o desenho da musculatura de uma pessoa que malha comparado com uma que não faz atividade física. Geralmente a pessoa que faz atividade tem um tônus muscular mais alto. E esse tônus garante uma proteção do aparelho locomotor e um número maior de fibras musculares disponíveis para serem utilizadas nos gestos motores.

Uma pessoa mais forte faz menos esforço para carregar sacolas do que uma completamente sedentária.
Isso também deve ser levado em conta. Uma pessoa que trabalha seu centro de maneira eficiente e regular terá, naturalmente, sua coluna mais protegida, sua postura mais organizada, fazendo um menor esforço para isso.

Lembrem-se sempre que tudo pulsa no nosso corpo e no universo: o coração, os pulmões, as ondas do mar, as medusas.. Nada fica todo tempo contraído, senão fadiga! É preciso alternar contração e relaxamento, momentos de ação e de passividade, momentos de trabalho e de lazer.
As coisas da vida são muito semelhantes, tanto física quanto psicologicamente. O ideal é procurar manter o equilíbrio.

Autor: Silvia Gomes, educadora física especialista em Biomecânica e instrutora de Pilates
Para saber mais sobre o trabalho da autora, acesse www.silviagomes.com.br e www.pilatespaco.blogspot.com